O presidente Jair Bolsonaro escolheu o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira como novo comandante do Exército. Ele substitui o general Edson Pujol, demitido com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha, que rejeitaram tentativas do presidente de politizar as Forças Armadas.
Para a Marinha, o escolhido foi o almirante Almir Garnier, e na Aeronáutica, o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, que demonstra nas redes sociais ser afinado ao governo, compartilhando mensagens ligadas a grupos de direita.
Últimas notícias
Em uma mudança inédita, o presidente da República, Jair Bolsonaro, demitiu na terça-feira (30) os então comandantes Ilques Barbosa Júnior (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica), além do comandante do Exército.
Segundo informações do Estadão, Bolsonaro deu ordem de demissão dos comendantes, sob justificativa de que precisava da tropa alinhada ao governo. A decisão foi tomada um dia depois da demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Em seu lugar assumiu, Braga Netto, que até então comandava a Casa Civil.
A intervenção de Bolsonaro nas Forças Armadas na semana em que o golpe militar de 1964 completa 57 anos acabou unindo os generais, que disseram não aceitar nenhum tipo de ruptura institucional ou afronta à Constituição.
Apensar de queixas do presidente devido ao afastamento dos militares, em recentes manifestações, Bolsonaro tem se referido ao Exército como “meu Exército”. Como afirmou no dia 8 de março, em uma referência a medidas restritivas tomadas por governadores e prefeitos para tentar conter a disseminação da Covid-19.
“Podem ter certeza de uma coisa: o meu Exército não vai para a rua para obrigar o povo a ficar em casa”, declarou o presidente.