Levantamento realizado com o eleitorado de Campo Grande, pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e Correio do Estado, indica que a atuação dos políticos no período de pandemia de Covid-19 será decisiva nas próximas eleições, em 2022.
Na pesquisa, 60,67% dos eleitores disseram que deixariam de votar em algum candidato por causa de suas ações durante a pandemia, enquanto 32,33% disseram que não deixariam de votar em um candidato por causa de sua atuação neste período de crise sanitária.
Neste mesmo quesito, 4% dos eleitores se mantiveram indiferentes, enquanto outros 3% não souberam responder ou preferiram não opinar.
A pesquisa IPR/Correio do Estado foi realizada entre os dias 26 e 27 de abril, com 300 entrevistados.
O grau de confiança (probabilidade de os números divulgados retratarem a realidade) é de 95% e a margem de erro é de 6 pontos porcentuais para mais e para menos.
“O que podemos extrair deste levantamento é que candidatos que desprezam a gravidade da pandemia de Covid-19 provavelmente deixarão de conquistar eleitores e poderão perder muitos votos”, explicou Aruaque Fressato Barbosa, diretor do IPR.
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BUSCA POR VACINAS
Os entrevistados também opinaram sobre a busca por vacinas contra a Covid-19 e a possível influência desse propósito nas eleições do ano que vem.
A maioria (55,33) disse que a busca por imunizantes não influenciará seu voto, enquanto 39% dos entrevistados responderam que votarão em um candidato que trabalha para ampliar a vacinação.
Ainda neste mesmo quesito, outros 3,33% disseram que a busca pelas vacinas talvez influencie em seus votos. O total de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder é de 2,33%.
“Trata-se de um número expressivo os eleitores que pautarão seus votos nas próximas eleições sobre a dedicação e o esforço dos candidatos em conseguir mais vacinas”, explica Aruaque.
“É alto porque é um fator a mais – entre tantos outros – na decisão do voto. Por isso, além de todos os outros atributos que o candidato terá de apresentar, se ele for contrário ou desprezar a vacinação, já começará a disputa perdendo 39% do eleitorado”, complementa o diretor do IPR.
MEDO DA VACINA?
Para entender um pouco melhor como pensa o cidadão de Campo Grande a respeito do combate à Covid-19, o IPR/Correio do Estado perguntou aos que ainda não tomaram a vacina se eles têm medo de serem imunizados.
Uma maioria expressiva (83,05%) disse não ter medo de ser vacinado, e somente 16,95% revelaram ter algum tipo de medo.
No universo dos que têm medo de receber a dose dos imunizantes, 66,67% relacionam seus temores à eficácia deles, enquanto 30% temem as reações e outros 3,33% têm medo de injeção.
Na tarde deste domingo (2), o Vacinômetro do governo de Mato Grosso do Sul indicava que 500.760 pessoas (24,1% da população) receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. No ranking nacional, o Estado só está atrás do Rio Grande do Sul, que vacinou 25,2% de sua população com a primeira dose.
No ranking de imunização (que leva em consideração a aplicação da segunda dose), Mato Grosso do Sul aparece em sexto colocado entre os estados brasileiros, com 10,4% (215.706) da população imunizada.
Nesse quesito, o Estado de MS aparece atrás de São Paulo, Paraná, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Roraima, que lideram – nesta ordem – o ranking.
Até ontem, a Covid-19 já havia sido a causa de 5.782 mortes em Mato Grosso do Sul, desde março do ano passado. Neste mesmo período, foram confirmados 249.958 casos da doença (muitos deles de pessoas infectadas mais de uma vez pelo coronavírus).