Política

ADIA

Pazuello alega ter contato com doentes da Covid e CPI adia seu depoimento

Militar justificou a ausência por ter tido contato com dois subordinados que foram diagnosticados com a Covid

Flávio Veras

04/05/2021 - 16h34

A presidência da CPI da Covid confirmou nesta terça-feira (4) o adiamento do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que justificou a ausência por ter tido contato com dois subordinados militares que foram diagnosticados com a Covid-19.

A nova data da oitiva será 19 de maio.

Um dos principais alvos da CPI, Pazuello deveria comparecer diante do colegiado nesta quarta-feira (5), mas enviou ofício para a presidência da comissão solicitando não comparecer presencialmente ao depoimento. 

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Alegou que dois coroneis com quem teve contato no último fim de semana receberam diagnóstico positivo para a Covid-19.

Por isso ofereceu duas hipóteses alternativas: manter a data de seu depoimento, mas falar de maneira virtual aos senadores, ou então alterar o cronograma.

Pazuello já foi infectado pelo novo coronavírus no ano passado. No fim de abril, foi flagrado sem máscara em um shopping de Manaus.

 

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o depoimento deveria se manter presencial. Por isso sugeriu uma nova data -duas semanas após a estabelecida inicialmente-, que acabou aprovada em votação simbólica pelos senadores.

Por causa do adiamento da sessão que ouviria Pazuello, a presidência da CPI da Covid também decidiu remanejar o depoimento do ex-ministro Nelson Teich, que ficou para esta quarta-feira, às 10h.

Alguns senadores reagiram ao ofício de Pazuello, insinuando que se tratava de uma tentativa de obstrução dos trabalhos da CPI.

"O ministro Pazuello não precisa ficar de quarentena. Basta ele fazer o teste [de Covid], o que seria já uma demonstração de boa vontade com a Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

O depoimento de Pazuello era o mais aguardado pelos membros da comissão, por ter sido o ministro da Saúde mais próximo ideologicamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além disso, sua gestão foi a mais longeva, sendo responsável pela maior parte das tratativas para a compra de vacinas, além de o colapso do sistema de saúde de Manaus ter acontecido durante seu período à frente do ministério.

Senadores também pretendiam inquirir o ex-ministro a respeito do incentivo por parte do Ministério da Saúde para o uso da hidroxicloroquina por estados e municípios. O medicamento não tem eficácia comprovada para tratar a Covid-19.

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