Os tucanos João César Mattogrosso (PSDB) e Sérgio de Paula (PSDB) tiveram os seus nomes confirmados à frente das recém-criadas secretarias estaduais de Cultura e Cidadania e da Casa Civil, respectivamente.
A publicação da nomeação no Diário Oficial e a posse de ambos aconteceram nesta segunda-feira (10). Este, a princípio, é o último passo da reforma administrativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que acabou provocando uma “dança das cadeiras” na esfera estadual, bem como na Prefeitura de Campo Grande.
Segundo de Paula, que agora ostenta o status de secretário, suas atribuições continuam as mesmas, porém, agora o poder de articulação com os municípios e o Congresso Nacional aumenta.
Já o ex-vereador Mattogrosso afirmou que, a princípio, a ideia é não mudar ninguém do corpo técnico que já pertence às autarquias, tampouco os que hoje integram a sua secretaria.
Porém, ele disse que, caso seja necessário, mudanças poderão ocorrer, desde que respeitem a Lei Complementar nº 173/2020, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, de ajuda financeira aos estados para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.
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Essa medida foi aprovada mas, como contrapartida, os entes federativos devem manter a contenção de despesas nos estados e municípios, como proibição de reajustes aos servidores até o fim de 2021.
Ou seja, caso Mattogrosso decida fazer alguma alteração no segundo e terceiro escalão da secretaria, ele terá de demitir ou remanejar os servidores já existentes na atual estrutura.
“A princípio, vamos trabalhar com o que já temos em mãos, pois diversos desses técnicos eu conheço e sei que são capazes de desenvolver um belo trabalho. Além disso, vamos ter reuniões para que, com isso, eu possa me inteirar de todas as ações e passar minha ideia a esses servidores"
"Porém, caso eles não se adaptem a essa nova forma de gestão, eu posso mudar alguns postos e trazer técnicos que são de minha confiança e que têm o mesmo alinhamento administrativo”, explicou.
Como já havia sido noticiado pelo Correio do Estado, as mudanças de peças no tabuleiro político sul-mato-grossense foram intensificadas após o governo do Estado anunciar alterações em sua estrutura administrativa.
Conversas de bastidores apontaram que essas trocas se deram para aglutinar possíveis aliados para a disputa ao governo do Estado em 2022, além de alocar outros antigos aliados.
“DANÇA DAS CADEIRAS”
Com a saída de Mattogrosso da Câmara, abriu-se espaço para Ademir Santana (PSDB), seu suplente e aliado do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD).
Santana foi vereador na legislatura passada (de 2017 a 2020), mas ao tentar a reeleição acabou sendo rejeitado nas urnas, porém, há uma semana tomou posse e voltou novamente à vereança. Além dele, outros nomes passaram a integrar tanto a administração estadual como a municipal da Capital.
Um desses exemplos é a nomeação de Claudinho Serra (PSDB) – ligado a Reinaldo Azambuja – como diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp). Rodrigo Terra, que ocupava o posto, foi alocado como secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Apesar de toda essa conjuntura política em torno da reforma administrativa no governo Azambuja, Mattogrosso afirmou que o desafio é conversar com todos os funcionários da secretaria, bem como os setores que ele atende, para que a imagem em torno de sua figura não seja deturpada.
“Sabemos que o nosso desafio é muito grande, pois teremos de atender o setor cultural, que gera muitos postos de emprego, porém, foi o que mais sofreu perdas econômicas por causa das restrições impostas pela pandemia".
"Já na área social o desafio é elaborar políticas públicas que cheguem aos mais necessitados e, para que isso ocorra, precisamos conversar e se articular para que o trabalho seja feito em quatro mãos”, projetou.