O prefeito Marcos Trad, afirmou na manhã da última terça-feira (11), que o projeto Renda Básica Emergencial, uma espécie de auxílio em dinheiro municipal, está praticamente descartado.
Na justificativa, o chefe do Executivo da Capital afirmou que “a população necessita de comida na mesa e que um projeto como esse requer muito tempo de estudo para colocá-la em prática e, consequentemente, chegar na ponta, que são as famílias carentes da Capital”.
Para o prefeito, o melhor caminho são cestas básicas, pois a distribuição poderá ser feita de forma mais ágil pelo Poder Público municipal.
“Um auxílio [em dinheiro] gera muitas exclusões, porque precisa peneirar quem pode receber e isso tudo vai demorar, e o estômago não espera”, disse.
Apesar da negativa atual, Trad também afirmou que existem técnicos da prefeitura que estão reunido com uma comissão de vereadores, encabeçada por Jara, para ver a viabilidade da medida.
O projeto é de autoria da vereadora Camila Jara (PT). Ele prevê um auxílio emergencial municipal, nos moldes do idealizado pelo governo federal, porém com três parcelas no valor de R$ 300.
Ele seria delimitado a 32 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.
Pressão
Na semana passada 40 entidades da sociedade civil assinaram um documento conjunto onde pedem a viabilização do projeto.
"Através da distribuição desta renda mínima, evita-se o colapso do mercado de consumo; amenizando as nefastas consequências sociais e econômicas causadas pela pandemia, permitindo que os mais necessitados possam se alimentar, pagar contas e comprar medicamentos no comércio local sem ficarem expostos ao vírus a todo o momento”, diz um trecho da carta-manifesto.
A autora da medida se posicionou sobre a fala do prefeito durante a sessão ordinária da Câmara desta terça.
Ela afirmou que defende a não descaracterização da medida aos “45 do segundo tempo”, referindo-se às recentes declarações do secretário de finanças e planejamento do município, Pedro Pedrossian Neto, de que a prefeitura prefere distribuir cestas básicas em vez de renda.
“Só a Renda Básica se propõe a resolver três problemas que a gente está enfrentando no nosso município: matar a fome, fazer a economia girar e diminuir o problema do desemprego que assola 56 mil campo-grandenses”, analisou Jara.