O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou, nesta quarta-feira (26), requerimento para ouvir o presidente Jair Bolsonaro na CPI da Covid.
A expectativa é que a solicitação seja votada ainda hoje pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Também nesta quarta-feira, os senadores votam o pedido de convocação de governadores de nove estados.
Conforme a Agência Senado, a convocação de presidente da República por CPI é um tema controverso no meio jurídico.
Há divergência também entre os próprios parlamentares sobre a legalidade da CPI convocar chefes de outros poderes, como prefeitos, governadores e o presidente.
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A reunião de hoje da CPI não terá depoimentos e será exclusivamente para votar 142 requerimentos em pauta.
Entre eles, pedidos de convocação de governadores do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Tocantins, Santa Catarina, Roraima e Rondônia.
Também serão analisadas as convocações de especialistas e ministros.
Os senadores se reuniram, no início dos trabalhos, em reunião secreta para definir os próximos rumos da CPI.
Depoimentos
Os depoimentos na CPI da Covid tiveram início no dia 4 de maio, com Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde.
No dia seguinte, Nelson Teich, sucessor de Mandetta no cargo, compareceu à CPI. Em seguida (dia 6), foi a vez do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
A segunda semana foi aberta com o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres (11).
Na quarta-feira (12), a CPI ouviu o ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da Repúlica, Fabio Wajngarten; e na quinta-feira (13), o representante da Pfizer, Carlos Murillo.
Na terceira semana de depoimentos, a CPI da Pandemia ouviu dois ex-ministros do governo Jair Bolsonaro: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Eduardo Pazuello (Saúde).
Na última terça-feira, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde e médica, Mayra Pinheiro, prestou depoimento.