Política

CONGRESSO

Rose e Beto polarizam disputa por coordenação da bancada

Com quatro meses de atraso, escolha do novo coordenador da bancada federal deve ocorrer hoje

Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul e três senadores devem escolher hoje, em reunião virtual, quem será o coordenador da bancada federal neste último biênio de seus mandatos.  

A disputa pela função, que atualmente é exercida pelo senador Nelson Trad Filho (PSD), está polarizada entre dois deputados federais do PSDB: Rose Modesto e Beto Pereira.

O acordo informal dos parlamentares estabelece que o próximo coordenador terá de, necessariamente, ser um deputado federal, por causa do revezamento de representantes das casas.

O Correio do Estado apurou que a disputa entre os dois tucanos está acirrada e que nomes importantes do partido, como o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), foram escalados para buscar um entendimento entre os deputados do PSDB, na busca de um consenso.

Se não houver um acordo na disputa entre Rose e Beto Pereira é possível que o revezamento entre ocupantes das casas legislativas seja quebrado e que a senadora Simone Tebet (MDB) assuma a função de forma temporária, até uma nova escolha, em 2022. 

Últimas Notícias

O Correio do Estado apurou que as senadoras Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) fecharam apoio à pretensão de Rose Modesto ser a coordenadora da bancada. O objetivo é de que o posto seja ocupado por uma mulher.

A escolha do coordenador da bancada federal deveria ter ocorrido em fevereiro deste ano, mas acontece em junho, com quatro meses de atraso. Uma das justificativas é o atraso na votação e na sanção do Orçamento da União, que ocorreu somente em março último.

A informação é de que vários parlamentares cobraram Nelson Trad Filho para que organizasse logo sua própria sucessão. Trad atribuiu a demora a “conflitos internos”. 

“Os nossos decanos, Luiz Ovando (PSL) e Dagoberto Nogueira (PDT), que têm o maior tempo de Congresso Nacional, me pediram para continuar no cargo até que o impasse seja resolvido”, disse Trad.

A coordenação da bancada, embora seja um posto informal, garante muitas conexões. São os coordenadores que negociam diretamente com integrantes do primeiro escalão do governo federal, e também com relatores do Orçamento no Congresso, a elaboração, a destinação e a liberação das emendas.

No orçamento deste ano, está prevista a liberação de R$ 327 milhões em emendas parlamentares ao Estado.  

"A última vez que isso ocorreu na bancada foi com Antônio Carlos Biff e Ramez Tebet, no início dos anos 2000, e foi muito prejudicial para o Estado”. Nelson Trad Filho, senador pelo PSD.

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