Política

ELEIÇÕES

Políticos começam a caça atrás de candidatos elegíveis para 2022

Deputados sem partido e legendas que pretendem crescer em 2022 intensificam articulações

Véspera de ano eleitoral e os partidos políticos começam a caça de candidatos para deputados estaduais em MS. 

Com o descontentamento de alguns e a busca por novos “ares” de outros, o momento é de agilidade e muita articulação para trazer nomes que são elegíveis para dentro da Casa. 

Entre os mais disputados estão aqueles que são detentores de mandato e buscam por um partido para chamar de seu.

Com a cláusula de barreira valendo a partir de 2022, os partidos começam a correr contra o tempo buscando por nomes fortes e que podem garantir uma vaga no parlamento estadual ou federal, fazendo valer os direitos partidários por mais quatro anos. 

O que muito vem sendo falado é que os assuntos de 2022 serão resolvidos em 2022, por conta das penalidades da janela partidária, que pode cassar mandatos dos já eleitos e que querem trocar de partido sem nenhuma justificativa plausível.

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MEIO A MEIO

Pensando em novos nomes, o presidente regional do MDB, Junior Mochi, destaca que o partido está articulando com parlamentares algumas lideranças, e que o objetivo é eleger em 2022 cinco deputados estaduais e dois federais, mas que ainda tenta alguns nomes já eleitos para somar na próxima eleição. 

“Estamos trabalhando para que nosso objetivo seja alcançado. É claro que trazer novos rostos não inclui a bagagem e a massificação de alguns nomes que já estão lá. Os candidatos que estão apostando pela primeira vez são fortes e podem ganhar o respeito da população, por isso voltamos os olhares para essas lideranças”, pontuou o presidente do partido.

EM BUSCA DE LEGENDA

Um dos nomes mais comentados entre os partidos é do deputado estadual Coronel David (Sem partido), que segue esperando a decisão do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) para filiação oficial em uma nova sigla. 

“Já fui convidado por vários partidos, mas agradeço e reforço o meu compromisso com o presidente Jair Bolsonaro. Sempre caminhei com ele, politicamente falando, e ele foi fundamental na minha eleição. Sou muito grato a ele e sempre serei leal, independentemente do partido, se tem fundo partidário ou não”, destacou Coronel David.

Já o deputado Rinaldo Modesto (PSDB) segue batendo na tecla de que ainda não tem nada definido e só decidirá seu destino político em abril do ano que vem. 

“Continuo no PSDB, e com esse novo formato não podemos coligar na proporcional, tanto eu quanto outros candidatos estamos analisando essa questão partidária. Por isso, vou definir isso em abril do ano que vem, pois a janela partidária abre dentro desse período”, falou Rinaldo.

Se deixar o PSDB, Podemos é o destino provável de Rinaldo. Ele iria para o partido comandado pelo secretário de Governo, Sérgio Murilo, em um combo com sua irmã, a deputada federal Rose Modesto, que também está no PSDB.

Após sair do PDT, o deputado Jamilson Name (sem partido) começa a ser um nome cogitado pelas siglas, mas o impasse jurídico – ele é réu na Operação Omertà, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – ainda pesa na decisão de alguns presidentes de partido. 

Jamilson ressalta que pronunciará seu destino político no ano que vem e que as propostas estão surgindo a todo momento. “Já fui procurado por alguns partidos, mas só vou decidir isso no próximo ano. Ainda não tem nada confirmado, não há mudanças em vista e nem decisões a serem anunciadas”, frisou o parlamentar.

Já o deputado Neno Razuk (PTB) dispara que ainda é muito cedo para se falar de troca, mas que as siglas estão batendo em cima e que está na fase de analisar os convites. 

“Ainda é muito cedo para falar em troca, já que a janela eleitoral começa só no ano que vem. Por enquanto, vou cumprir meu compromisso partidário. Vai ser uma disputa acirrada no ano que vem, e acredito que a escolha do partido é muito importante”, diz o deputado.

Priorizando o trabalho parlamentar, o deputado Felipe Orro (PSDB) fala que as articulações já começaram, mas está focado nas respostas da CPI da Energisa e que os assuntos de 2022 ficam para o próximo ano. 

“É claro que as articulações já começaram, mas estou focado em meu trabalho parlamentar e esse assunto vou decidir em 2022”, ressalta.

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