O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo, deve deixar o cargo no primeiro escalão do governo nesta terça-feira (29), apurou o Correio do Estado. Murilo deixa a secretaria, que funciona no prédio da Governadoria, e deve ser substituído interinamente por seu adjunto, Flávio César Mendes de Oliveira.
Extraoficialmente, objetivo de Sérgio Murilo, com a saída do primeiro escalão do governo de Mato Grosso do Sul, é estruturar o partido para aumentar sua bancada nas próximas eleições.
Conforme o Correio do Estado antecipou em junho, porém, a saída de Murilo demonstra o desgaste que ele sofreu na administração estadual, por ter tirado o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, do PSDB, partido que comanda o governo do Estado. Para filiar Iunes, Murilo usou até mesmo o avião do governo.
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Sérgio Murilo assumiu a secretaria de Governo e Gestão Estratégica em fevereiro, depois que Eduardo Riedel, que estava na pasta, assumiu a Infraestrutura.
Força
Nas eleições municipais, o Podemos surpreendeu em Campo Grande, elegendo três vereadores (mesma quantidade do PSDB), e com uma boa votação da candidata Delegada Sidineia. Em todo o Estado, foram 40 vereadores eleitos.
O movimento de Murilo encontrou reprovação em algumas alas tucanas. Em outras alas do PSDB, Sérgio Murilo tem excelente aceitação, e inclusive pode levar mais tucanos consigo: a deputada federal Rose Modesto e o irmão dela, o deputado estadual Professor Rinaldo.
Projeto Nacional
“O Podemos vai ter um projeto Nacional, como temos o senador Álvaro Dias. No Estado de Mato Grosso do Sul é muito importante trabalharmos para que isso se replique e ter uma candidatura ao Governo do Estado. Eu já solicitei ao presidente estadual Sérgio Murilo, que tem feito um excelente trabalho dentro do nosso partido, que se dedique a esta tarefa, que foque neste objetivo. É muito importante que ele deixe o Governo para se dedicar a um projeto de apresentar uma alternativa para o Estado de Mato Grosso do Sul”, afirma a presidente do Partido, deputada federal Renata Abreu.
Sérgio Murilo tem confidenciado que o apelo dos companheiros de partido tanto de Mato Grosso do Sul, quanto nacionalmente, ganhou força com as declarações em seu favor do Diretório Nacional do Podemos, e “isso pesou muito na minha decisão de deixar o Governo e trabalhar pelo fortalecimento do meu partido. Já andamos muito bem nas últimas eleições e agora temos um novo embate muito mais importante neste momento, que é 2022. Mesmo com o momento caótico da Pandemia em nosso Estado e nossa Capital, não podemos dissociar a política. É neste caminho que avaliei a minha saída da equipe do governador Reinaldo Azambuja”, ressaltou.