Política

CENÁRIO POLÍTICO

Nelsinho diz que PSD tentará compor 3ª via com DEM e MDB

Senador de Mato Grosso do Sul diz que tendência é de que partido não siga com Bolsonaro em 2022

O PSD de Mato Grosso do Sul está de olho nos movimentos do diretório nacional do partido para fazer as alianças visando às próximas eleições. 

O senador por Mato Grosso do Sul e líder da bancada do PSD no parlamento, Nelsinho Trad, disse que o partido negocia com o DEM e com uma ala do MDB, que não tem cargos no governo, a formação de um nome da terceira via nas próximas eleições.

A resposta foi dada por Trad ao ser perguntado se ele tinha esperança de ocupar um cargo na gestão Jair Bolsonaro (sem partido) na reforma ministerial. Ele descartou a possibilidade, e disse que a terceira via deve ter nomes como o do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), ou do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Nelsinho diz que o partido não cogita uma aliança com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mas se os tucanos optarem pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um caminho para a terceira via envolvendo esses partidos está aberto.  

Outras alianças

Em entrevista ao Correio do Estado, Nelson Trad Filho (PSD) aponta que outras alianças também devem entrar na disputa para a terceira via, diante das avaliações que mostram uma rejeição crescente a Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Segundo ele, os nomes apontados para a terceira são de pessoas novas e fortes. “Atualmente, o PSD busca trabalhar com essas outras siglas e estamos em processo de análise para ver se Eduardo Leite [PSDB-RS], Rodrigo Pacheco [DEM-MG] ou Alexandre Kalil [PSD-MG] são nomes fortes e viáveis para apostar uma corrida presidencial”, declara o senador.

O parlamentar também reforçou que PSD está trabalhando em boas articulações com PSDB, DEM e MDB, tentando afastar a sigla da possível fusão do megapartido do Centrão, como o PSL, o DEM e o PP.

“É inviável essa fusão, quem ta entrando nisso, e acha que vai dar certo, vai se frustrar, porque, na prática, grande parte desses filiados vão desistir, pois essa fusão partidária traz a perda de identidade e ideologias das siglas", afirmou.

"Volto a falar que o PSD não participa do Centrão e somos um partido independente, temos o nosso nicho político e estávamos recebendo muitas cobranças em relação ao megapartido. Então, ficou acordado que neste momento é melhor se afastar e continuar trabalhando com antigas alianças”. completou.  

Últimas notícias

MELHOR ESCOLHA

Nelson Trad (PSD) destacou que o PSD tem sua própria marca e não está apoiando nenhum partido, mas continua trabalhando para dar ainda mais visibilidade à sigla. 

Questionado sobre a reforma ministerial, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na quarta-feira (21), o senador disse que, em função de algumas decisões, não será cotado para nenhum cargo ministerial e segue se comunicando bem com o governo federal.  

“O PSD tem sua própria marca, tanto nesse governo quanto nos outros. Não somos um partido de ficar dando ‘apoio’ para um aqui e outro ali. A partir do momento que você entra em cargo cotado pelo presidente, você começa a ter a cara do governo atual, e essa não é a ideologia do PSD”, frisa o parlamentar.  

Sobre a indicação de Ciro Nogueira (PP-PI) ao cargo de ministro da Casa Civil, o senador diz que foi uma das melhores escolhas da gestão do presidente Jair Bolsonaro e que a partir do agora, governo federal terá conversas amplas com Congresso Nacional.

“Ciro Nogueira foi uma excelente escolha feita por Bolsonaro. Ele tem mais de 10 anos no senado e é muito bem-articulado com todos os senadores, tantos os de direita quanto os de esquerda”, disse Trad. 

“Além disso, Nogueira mantém uma boa relação com todos ali dentro. Foi uma aposta que deu certo, e a partir de agora não teremos mais um Senado ‘solto’ e sem comunicação efetiva, as conversas serão alinhadas com o governo federal”, acrescentou. 

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