Vários políticos de Mato Grosso do Sul, dos mais diversos partidos, tentam viabilizar suas candidaturas para as eleições de 2022.
Seja para cargos majoritários, seja proporcionais, mas a atual ministra da Agricultura, deputada federal Tereza Cristina (DEM), está em uma posição privilegiada: a de estar cacifada, pelo próprio partido e por aliados, para disputar o cargo que quiser.
No mês de junho, a ministra chegou a admitir que o seu desejo para 2022 é candidatar-se ao Senado, mas, na ocasião, Tereza Cristina frisou que a decisão caberá ao partido, ou a seus aliados.
“Se eu tivesse a possibilidade, me candidataria ao Senado, mas depende da decisão do partido”, disse.
De lá para cá, muitas outras conjunturas foram colocadas na mesa para a ministra. A primeira delas foi um suposto desejo do presidente Jair Bolsonaro de que ela seja sua vice na chapa em que tentará a reeleição em 2022.
Apesar de não ser esta a tendência, conforme apurou o Correio do Estado, a possibilidade não é descartada no meio político.
A ministra da Agricultura também figura em um possível plano B de políticos ligados ao presidente Jair Bolsonaro, bem como de opositores ao PSDB, para lançar-se a governadora.
Embora mantenha boa relação com o atual pré-candidato tucano, o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, a ministra também segue com a sua articulação independente.
Últimas notícias
Na semana passada, o governador André Puccinelli admitiu que mantém contato frequente com Tereza Cristina, que foi sua secretária para o mesmo ofício durante quase todo o seu mandato de oito anos na Governadoria.
“Seria uma honra tê-la no MDB”, disse o ex-governador ao Correio do Estado.
A ministra da Agricultura, na pior das hipóteses, é vista como uma potencial reeleita, caso siga o plano de se reeleger como deputada federal.
Esse leque de opções também faz com que Tereza Cristina seja assediada por outros partidos.
Além do MDB, recentemente, o presidente regional do PP, deputado estadual Evander Vendramini, afirmou ao Correio do Estado que a ministra está no radar do partido e que a possibilidade ganhou força depois que o presidente Jair Bolsonaro passou a ter o PP como um de seus destinos prováveis para a disputa da reeleição.
Situação no DEM
O presidente estadual do DEM, José Braz, afirmou que Tereza Cristina deve permanecer no partido, apesar do assédio externo. “Ela depende de uma reunião da Executiva nacional para acertar os detalhes da permanência dela”, disse.
“A Tereza é muito técnica e tem se destacado muito, então eu posso dizer que toda essa conversa de coligação, aliança e possível ida dela para outros partidos não passa de especulação”, opinou.
“Já li várias coisas a respeito, então, até abril de 2022 ela continua como ministra e, a partir disso, ela volta a ser deputada. Se depender da vontade dela, digo como colega mesmo, nas nossas conversas ela deixa essa vontade explícita, ela quer ser senadora, então, fora isso, tudo é especulação”, concluiu Braz.