Os movimentos regionais de Direita de Mato Grosso do Sul aderiram a convocação feita por bolsonaristas contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ministros do corte suprema serão, desta vez, os alvos das manifestações, para as quais os sul-mato-grossenses dizem ter fretado pelo menos 15 ônibus para transportar defensores do presidente da República, que é investigado por pelo menos cinco inquéritos em cortes superiores, por ataques ao sistema de votação, e também pela disseminação de notícias falsas, o “inquérito das Fake News”.
Conhecido por discursos contra a minoria, Rafael Tavares, filiado ao partido Republicanos, comanda um dos movimentos.
Tavares, que responde a processo criminal na Justiça de Mato Grosso do Sul por racismo contra indígenas e homossexuais, e ataques a minorias (crimes de ódio) afirma que o Supremo Tribunal Federal tem atacado a Constituição.
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“Levantamos essa manifestação após esses ataques feitos pelo STF à nossa constituição. Queremos que o Senado Federal julgue o impeachment protocolado pelo presidente Jair Bolsonaro [sem partido], afirmou.
“Todo o movimento do Endireita-MS vai participar da manifestação, quem não for a Brasília ou São Paulo nos 15 ônibus que estamos fretando, poderá participar do protesto aqui em Campo Grande”, frisou o líder do movimento.
Quem também tem liderado a marcha bolsonarista em meio a crise institucional são os deputados Coronel David (sem partido) e Capitão Contar (PSL). Ambos preferem realçar o termo “liberdade” como fator que motiva o protesto contra o Poder Judiciário.
David vai comparecer ao ato em Brasília e junto dos demais apoiadores do governo federal, como Carla Zambelli (PSL-SP) e deputados da bancada do MS no Congresso Federal.
Questionado sobre o assunto, David deu sua opinião.
“Temos a pauta que vai contra as ações do Supremo Tribunal Federal, mas a liberdade e apoio ao nosso presidente Jair Bolsonaro é o mais relevante nisso tudo. Eu irei a Brasília participar presencialmente, pretendo também ir a São Paulo, pois vai ser a maior manifestação que essas duas cidades já viram e presenciaram”, completou o deputado.
Já Capitão Contar (PSL) vai ficar por Campo Grande, onde pretende organizar uma motociata. “Fui convidado para ir a Brasília participar da manifestação, mas pensei melhor e decidi novamente fazer uma motociata aqui para prestigiar o nosso Estado, dar voz a essas pessoas que estão aqui e no dia 7 de setembro, sempre dando apoio ao presidente Jair Bolsonaro [sem partido]. Como não teremos desfile cívico militar, decidi que essa era a melhor maneira de representarmos nossa democracia e assim farei, não preciso de palanque e vou participar da manifestação junto com o povo”, finalizou o parlamentar.
PSL
O Correio do Estado procurou pelo PSL para averiguar se o partido tem interesse em participar da manifestação ou dará apoio em algum movimento, porém a assessoria afirmou que ainda a legenda não se posicionou oficialmente a respeito do protesto.
“Sabemos que alguns correligionários mais ligados ao Presidente Bolsonaro irão a manifestação, mas até o momento não recebemos nenhuma instrução oficial do PSL acerca de participarmos desse ato”, destacou a assessoria.
A manifestação
Após Sérgio Reis e Zé Trovão virarem alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal, no último dia 20 deste mês, bolsonarista começaram um ‘levante’ nas redes sociais e convocaram todos os movimentos pró-governo para participarem da manifestação, no dia 7 de setembro.
A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes cumpriu mandados de busca e apreensão a fim de apurar crimes de incitação à população, por meio das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.
Em protesto às ações do ministro do STF, os apoiadores decidiram intitular o ato como o ‘último grito’ e em forma de pressionar o Senado Federal a julgar o impeachment protocolado por Bolsonaro e arquivado ontem (leia reportagem na página 4).
Esquerda
Por outro lado, manifestantes de esquerda também organizam o sétimo ‘grito dos excluídos’ em todo Brasil e as tratativas já estão acontecendo aqui no MS.
Conforme o presidente estadual do PT, Vladimir Ferreira, as ações estão sendo alinhadas aos movimentos do Estado e no dia 7 de setembro, os ‘excluídos’ vão às ruas protestar contra o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
“As tratativas estão acontecendo, pelo que estou sabendo vai haver adesão nacional e até o dia 31 deste mês já teremos a previsão do que irá acontecer. Iremos às ruas pedir pela democracia e contra essa pressão que estão colocando no Congresso Nacional”, disparou.