Em campanha das prévias do PSDB para escolher o candidato do partido à presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse nesta sexta-feira (10) em Campo Grande, que se houver um ambiente político favorável, um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve prosperar.
Leite veio a Mato Grosso do Sul pedir votos dos integrantes do partido, governador pelo seu correligionário Reinaldo Azambuja, para viabilizar sua candidatura a presidente.
Eduardo Leite afirmou, ao comentar as ofensas de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros no último dia 7, e o seu recuo por meio de nota oficial dois dias depois.
”O presidente não pode, no calor do momento, falar o que falou, depois pedir desculpa, e ficar tudo por isso mesmo”, comentou o governador gaúcho.
“Do ponto de vista técnico-jurídico, é perfeitamente enquadrável em crime de responsabilidade”, analisou Leite sobre as falas de Bolsonaro.
O tucano do Rio Grande do Sul pondera que um pedido de impeachment depende também de fatores políticos.
“Ambiente, circunstância. No ambiente político avança? É a Câmara dos Deputados quem diz”, ponderou.
O postulante a candidato à presidente do PSDB disse que o recurso do impeachment no Brasil não pode ser banalizado, mas que, ao mesmo tempo, não se pode permitir que a instituição Presidência da República seja banalizada.
“O presidente tem a ética da responsabilidade”, exemplificou, ao citar o único presidente da República da história do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, que governou entre 1995 e 2002.
Sobre o fato de o PSDB estar na oposição, Leite disse que o partido tomou a decisão correta.
“O PSDB nunca fez a oposição do quanto pior melhor, do obstáculo. O PSDB fará oposição para acentuar a demarcar limites à atuação do presidente”, afirmou.
Terceira via
Eduardo Leite também afirmou que não vê uma opção viável para a terceira via.
“até aqui, não percebi uma candidatura que tivesse essa condição o direito de ser a representante do centro democrático”, disse o governador do Rio Grande do Sul.
Sobre as prévias, ele disse que não se trata de um projeto pessoal.
“Venho para esse processo com humildade, se houver outra candidatura que melhor se apresente com a função de aglutinar, de unir os partidos e outros partidos em torno de si, tenho absoluta humildade em reconhecer isso”, afirmou.
Além de Leite, postulam o posto de candidato do PSDB à presidência o governador de São Paulo, João Dória, o senador Tasso Jereissati (CE) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.