Quem enxerga uma possível disputa pela única vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul envolvendo três mulheres de grande projeção na política local poderá se surpreender se um acordo que está sendo costurado entre elas for confirmado no próximo ano, antes das eleições.
Simone Tebet (MDB), que tem como plano A a tentativa de se reeleger para mais oito anos no Senado, a deputada federal Rose Modesto, que há mais de 1 ano está “de saída do PSDB”.
E a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), que cede seu mandato de deputada federal à tucana Bia Cavassa, já conversaram sobre um pacto de “não enfrentamento” nas eleições de 2022.
O Correio do Estado apurou que esse pacto já está selado entre Simone Tebet e Rose Modesto, e Tereza Cristina, que não esconde seu desejo de se candidatar ao Senado, também está em vias de aderir.
Embora o plano A de Simone Tebet seja disputar a reeleição, projeto já assegurado pelo MDB de Mato Grosso do Sul, o plano B também é muito atraente para a senadora: a pré-candidatura do partido à Presidência da República.
O diretório nacional do MDB – tanto a cúpula quanto as bases – quer Simone Tebet.
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Se Tebet concorrer à Presidência, mesmo que Rose Modesto não escolha o MDB como destino, ela poderá integrar os planos do partido para a disputa ao Senado, ainda que pelo Podemos, seu provável destino e linha auxiliar dela no Estado.
As pesquisas internas feitas pelos partidos e pelos pré-candidatos têm motivado as conversas entre as três.
Os dados aos quais o Correio do Estado teve acesso mostram um cenário favorável para Rose Modesto, com bom desempenho tanto entre os eleitores favoráveis a Jair Bolsonaro e os contrários ao presidente.
Simone Tebet e Tereza Cristina têm bom desempenho também, mas enfrentam dificuldades para “furar as bolhas” onde são mais celebradas. Foi esse cenário que teria feito Tereza Cristina não cravar uma candidatura ao Senado nas próximas eleições.
Fontes ligadas às três representantes de Mato Grosso do Sul na política disseram que elas caminham para um entendimento de não colocar “mulher contra mulher” em uma disputa e que as três têm boas alternativas para continuarem com projeção no cenário nacional.
TOUR NACIONAL
Será no mês de novembro que a senadora Simone Tebet, que tem se destacado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, terá mais elementos para tomar sua decisão: se disputa a reeleição ao Senado ou se tenta um lugar na eleição majoritária para presidente.
Ela fará um tour nas principais capitais brasileiras, a convite das bases do MDB. O objetivo é pavimentar seu caminho rumo à disputa.
Simone Tebet conta que a candidatura própria à Presidência da República é um projeto do partido e que, diferentemente de outras ocasiões, em que as candidaturas nasceram na cúpula, desta vez, o maior apelo para que ela se coloque na disputa vem das bases.
“Quem está querendo a candidatura do MDB não é a cúpula, com exceção do Baleia Rossi e do conselho da Fundação Ulysses Guimarães. Quem manda mensagem, quem me convida, independentemente de candidatura ou não, é a juventude do MDB, é o MDB Trabalhista, é o MDB Diversidade, é o MDB Ambiental. Eles me procuram, me cobram”, revela a senadora.
Tebet acrescenta que os presidentes de diretórios do partido, municipais e estaduais, também a procuram. “Eles estão vindo conversar comigo”, frisa.