A terceira rodada da pesquisa Ipems mostra que o advogado Bitto Pereira se consolida à frente na disputa pela presidência da Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS). No levantamento em que leva em consideração somente os votos válidos e que reproduz a apuração dos votos, Bitto aparece com 49,94% da preferência dos advogados que escolherão quem ficará à frente da Ordem pelos próximos três anos.
A advogada Rachel Magrini aparece na segunda posição, com 43,42% da preferência do eleitor neste levantamento. A terceira colocada é Giselle Marques, com 6,64% das intenções.
No cenário em que são considerados os votos válidos, os indecisos e os votos brancos e nulos são excluídos da soma final no cenário estimulado.
Esta terceira rodada das pesquisas Ipems sobre a disputa pela presidência da OAB foi feita entre os dias 4 e 6 de outubro e é o levantamento mais abrangente até agora: nele, foram feitas 517 entrevistas nas 22 subseções maiores entre as 31 existentes.
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A margem de erro é de 4,31 pontos porcentuais para mais ou para menos. O índice de confiança, que é a possibilidade de a pesquisa retratar de maneira fiel o cenário estudado, é de 95%.
A pesquisa Ipems foi registrada na OAB-MS com o número 180950/2021. A instituição conta, no momento, com mais de 16 mil advogados inscritos, em que, aproximadamente, 11 mil estão em situação regular, aptos a votar nas eleições agendadas para 19 de novembro.
CONSOLIDAÇÃO
Na pesquisa estimulada, em que os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos são levados em consideração, Bitto – assim como em todos os cenários – também lidera. O candidato da chapa Mais OAB tem 42,33% dos votos válidos.
Neste cenário, Rachel, da chapa Um Novo Tempo para a OAB, tem 36,81% das intenções dos eleitores. Giselle Marques, da chapa OAB que Queremos, tem 5,63% das intenções de voto.
Não souberam ou não responderam, 11,91% dos advogados. Os que disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, somam 3,92% dos advogados.
COMPARATIVO
O afunilamento da disputa mostra uma redução no porcentual de indecisos: eles eram 24,2% em maio, baixaram para 14,85% no início de setembro e agora representam 11,91% do total.
No mesmo comparativo, Bitto e Rachel apresentaram crescimento das intenções, enquanto Giselle Marques teve redução em seus porcentuais. Bitto tinha 37,47% das intenções, passou para 39,94% e agora tem 42,33%.
Rachel subiu de 25,93% para 29,40%, e no levantamento mais recente aparece com 36,81%. Giselle – que tinha 10,51% no primeiro levantamento – foi a 10,66% e agora tem 5,63%. Brancos e nulos apresentaram os seguintes porcentuais, na ordem: 1,88%, 5,15% e 3,32%.
REJEIÇÃO
A pesquisa Ipems também aferiu a rejeição do eleitorado aos candidatos. Giselle Marques é a mais rejeitada: 21,47% dos eleitores não votariam nela de jeito nenhum.
Rachel Magrini é rejeitada por 12,78% das advogadas e dos advogados, enquanto a rejeição de Bitto Pereira é de 8,95%.
POTENCIAL
O levantamento do Ipems mostra ainda que Rachel Magrini tem um potencial de crescimento já próximo do esgotamento: candidata nas eleições passadas, quando foi derrotada por Mansour Karmouche, ela é conhecida por 83,34% do eleitorado. Bitto, que é conselheiro federal e vice-presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA), é conhecido por 71,22% dos eleitores, e por ter a menor rejeição, tem margem para crescer ainda mais.
Já Giselle Marques é conhecida por 45,69% dos advogados do Estado. Conforme o Ipems, ela ainda tem margem para crescer, mas esbarra em seu índice de rejeição.
ATUAL GESTÃO
A pesquisa Ipems ainda aponta uma aprovação maciça da gestão de Mansour Karmouche na presidência da OAB-MS: 89,13% aprovam (ótimo, bom e regular), enquanto 10,87% desaprovam (ruim e péssimo).