Política

PLANOS PARA 2022

Mesmo sem coligações, nanicos querem surpreender nas eleições

Pequenos partidos buscam nomes fortes para tentar fazer bancada nas eleições proporcionais

Sem coligações nas proporcionais e se baseando em nomes da casa para fazer votos, as siglas de menor poder político em MS correm contra o tempo para tentar fortalecer o partido e eleger candidatos de renome em 2022. 

PTB, Podemos e Solidariedade são as legendas que andam na linha de corte da cláusula de barreira e seguem no trabalho de formiguinha para resistirem aos pontos aprovados na reforma eleitoral.

Diante da atual conjuntura, os partidos em Mato Grosso do Sul aguardam as definições feitas em âmbito nacional para decidir o passo a passo no Estado. 

A princípio, as siglas trabalharão com a reeleição dos políticos de dentro da casa, atentando-se a todos os detalhes para não perder votos e também adotando o lema de política interna sem concorrência, chamando atenção de parlamentes que estão sem partido ou pretendem ir para outro, em abril do ano que vem.

O presidente do Solidariedade em MS, Papy, diz que o partido pretende apostar na reeleição de Herculano Borges e em sua candidatura para deputado federal. 

O vereador não comenta sobre a saída do deputado Lucas de Lima, mas reforçou que espera até a abertura da janela partidária. 

“Sabemos que o Solidariedade é um dos partidos que estão na linha de corte depois da aprovação da Reforma Eleitoral que pretende dizimar esses partidos pequenos, mas atualmente nossas candidaturas se baseiam na reeleição de Herculano Borges [Solidariedade] e na minha [vereador Papy] à proporcional federal", pontuou.  

"É claro que estamos buscando ter um quadro de candidatos fortes, mas antes de tudo visamos ter filiados com potencial, visando também à política partidária, e não só à eleitoral", completou.

"Mesmo sendo um partido mediano e na mira da cláusula de barreira, reitero que o Solidariedade não sofrerá com as coligações, pois somos a favor da chapa pura e nossos eleitores têm consciência que estão votando para eleger um candidato de sua preferência”, finalizou.  

Últimas notícias

PODEMOS

Líder do Podemos no Estado, Sérgio Murilo, não prolongou muito o assunto e bate na tecla de que o partido está montando uma “chapa forte” para as candidaturas nas proporcionais, mesmo sem nenhum nome forte conhecido sendo filiado à legenda. 

“O Podemos ainda não consegue nominar os candidatos de melhor expressão eleitoral que estão filiados ao partido. Apesar disso, vamos continuar trabalhando e adotaremos a mesma estratégia de 2019, na qual lançamos chapas puras e elegemos bons nomes para o Estado.", ressaltou.

"Faremos assim com nossos candidatos a deputados estaduais e federais, em que estamos apostando em fazer quatro cadeiras na Assembleia Legislativa e uma na Câmara dos Deputados”, completou.

Na primeira eleição sem coligações nas proporcionais, em 2020, o Podemos surpreendeu nas eleições municipais em Campo Grande, elegendo três vereadores: Ronilço Guerreiro, Edu Miranda e Zé da Farmácia. Nenhum dos três era conhecido no meio político.

Eleito com 12 mil votos, “na trave”, como dizem alguns eleitores, Evander Vendramini, presidente do Progressista em MS, destacou que apostará em sua reeleição e na do então companheiro de bancada Gerson Claro, porém ainda é preciso analisar todo cenário político e o impasse entre a vinda de Jair Bolsonaro [sem partido] e Tereza Cristina [DEM].

 “De nomes certos que vão disputar, temos a confirmação apenas da minha candidatura e a de Gerson Claro [PP]. Estamos trabalhando com diretório nas principais regiões de MS e não teremos dificuldades de ter bons nomes para as eleições em 2022, estamos conversando com os eleitos e novas filiações ao nosso partido", acrescentou Evander.

"Na proporcional federal, temos o desejo de lançar o vereador Cazuza [PP] daqui de Campo Grande e também o pai do próprio prefeito Alan Guedes, de Dourados”, completou.

Já para o presidente do PTB MS, Delcídio do Amaral, a linha é engrandecer a legenda e articular nomes que já estão em destaque no cenário local. Entre as apostas, o vereador William Maksoud é citado com um dos pré-candidatos à proporcional no Estado, em que seria companheiro de bancada de Neno Razuk (PTB). 

“O meu compromisso atual está em engrandecer o PTB no Estado, já estamos estruturando as chapas e passamos a analisar todo o jogo que vem se formando atualmente na conjuntura de MS. Digo que, hoje em dia, existe muito mais gente querendo entrar no PTB do que sair. São processos que precisam ser vividos, e até abril de 2022 tem muito tempo. Respeito o candidato e o político que têm voto, corre atrás do seu e faz por onde”. finalizou. 

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