Política

Interior

Após cassação, eleitores de Bandeirantes voltam às urnas

Eleições suplementares no município, distante 70 quilômetros da Capital, ocorrem no domingo; eleitor poderá escolher entre quatro candidatos a prefeito

Alex Nantes

02/11/2021 - 07h30

Os 6.080 eleitores de Bandeirantes, cidade distante 70 km de Campo Grande, vão às urnas no domingo. Ao todo, são quatro candidatos na disputa, em uma eleição suplementar que custará R$ 18.327,70 aos cofres públicos. 

Após impugnação do mandato de Álvaro Urt (DEM), que foi acusado de improbidade administrativa e disputou a eleição em sub judice, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a implementação de uma nova eleição.

Onde há rixa política entre os candidatos do DEM e do PSDB, após um dos filiados do Democratas reforçar apoio à candidata dos tucanos.

Últimas notícias

Os candidatos são a servidora pública Zulene Diniz (PSDB), o ex-secretário Celso Abrantes (PSD), a ex-vereadora Milene Paiva (PSC) e o atual prefeito interino, Gustavo Sprotte (DEM). 

Nas ruas da cidade polarizam a disputa os candidatos Zulene Diniz e Gustavo Sprotte.

O atrito político entre os dois candidatos começou quando o ex-prefeito Álvaro Urt (DEM) preferiu a apoiar a ex-vice prefeita e aliada de chapa Zulene Diniz do PSDB, desprezando a candidatura do colega de partido Gustavo Sprotte. 

A campanha tem sido marcada por troca de denúncias entre os envolvidos. Para Sprotte, sobrou a tarefa de explicar compras que fez no período de prefeito interino. 

Longe da fronteira, ao contrário de Paranhos, onde houve eleição no mês passado, em Bandeirantes não será necessário reforço policial. 

Os policiais da cidade vão dar conta do policiamento durante a votação. 

Candidatos

Procurados pelo Correio do Estado, os quatro candidatos dizem não estar focados em promessas de campanha e prezam pela boa administração do município. 

A servidora pública Zulene Diniz falou que, apesar dos problemas anteriores na campanha de Álvaro Urt (DEM), segue esperançosa e que os resultados têm sido satisfatório, levando em consideração o trabalho que vem sendo feito. 

“Apesar dos problemas, o PSDB apostou na minha candidatura novamente e estou aqui trabalhando, obtendo bons resultados e com chances de vitória. Álvaro Urt também é uma dessas pessoas que acreditam em mim”, pontuou.

“Está nos auxiliando na campanha, com meu vice, Marcelo Abdo [MDB], que era um candidato e agora se consagrou na nossa chapa”, continuou. 

Descontente com a falta de apoio do parceiro do partido, o prefeito interino Gustavo Sprotte diz que a campanha está sendo marcada por uma divisão política sem igual, porém acredita que todo trabalho realizado em Bandeirantes durante este ano será expressivo nas urnas no dia 7. 

“A eleição suplementar aqui em Bandeirantes está sendo marcada por uma divisão política muito expressiva, pois temos um membro do DEM apoiando a candidata concorrente”, destacou. 

“Temos o apoio íntegro de todo o partido e da ministra Tereza Cristina e não nos abalamos por conta disso. Eu e minha vice, Gideane Rocha [PTB], estamos trabalhando arduamente, e isso vai trazer um bom resultado nas urnas, pois a população precisa de mudança”, concluiu.

O ex-secretário Celso Abrantes (PSD) reforçou ser o único candidato com menor índice de rejeição e considera que a campanha tem sido difícil. 

“De todos os nomes, eu sou o que apresenta o menor índice de rejeição. É uma eleição que está sendo difícil, digo em visão política, principalmente para os candidatos do PSDB e DEM, que viram o jogo virar”, disse. 

“Mesmo sendo do PSD e meu vice, Welton Borges, do PT, estamos lutando pela nossa campanha, que, até o momento, tem sido tranquila e tudo caminha para um resultado diferente do esperado pelos outros candidatos”, reafirmou.

A ex-vereadora Milane Paiva ressaltou que acredita no poder da igreja e que está confiante no resultado.

“Estamos confiantes e fazendo um bom trabalho. Visitamos pessoa por pessoa, somos bem recebidos, e isso é gratificante. Como sou bem envolvida com a igreja, acredito no poder dela e com o meu vice, Valbinho [PDT], lançamos a chapa Avança Bandeirantes, e estamos dispostos a ouvir mais a população”, frisou. 

CASSAÇÃO

Reeleito sub judice em 2020, o ex-prefeito de Bandeirantes Álvaro Urt (DEM) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, após ser alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denominada Sucata Preciosa. 

Denunciado e acusado de fraudes em licitação de obras, Urt é réu em uma ação civil por improbidade administrativa, em que também indica uma possível violação ao princípio da impessoalidade na divulgação de atos do município. 

No texto do processo, o Ministério Público mostrou o uso indevido da página da Prefeitura de Bandeirantes em uma rede social, no qual Urt utiliza para se promover. 

Eleições 

suplementares  

Conforme o Tribunal Regional Eleitoral, as eleições suplementares ocorre em três cidades de MS.

Após a impugnação das candidaturas, a primeira foi em Sidrolândia, em junho deste ano, a segunda foi em Paranhos, no dia 3 de outubro, e a última em Bandeirantes, no dia 7 de novembro. 

Um levantamento feito pelo TRE aponta os gastos realizados em pleitos suplementares, como R$ 99.784,79 em Sidrolândia, R$ 78.198,70 em Paranhos e 

R$ 18.327,70 em Bandeirantes.

Conforme o TRE, o menor custo de Bandeirantes se deve ao aproveitamento das estruturas anteriores e prioriza o custeio dos servidores, como gasolina, alimentação, entre outros. 

Ao todo, as eleições suplementares nos três municípios de MS custou R$ 196.311,19 aos cofres públicos.

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