Política

NEGOCIAÇÕES PRÉ-2022

Mais um deputado do MDB pode ir para o governo do Estado

Depois de Eduardo Rocha, já confirmado no governo, agora é Márcio Fernandes que pode ir para a administração Azambuja

Após a confirmação da saída do deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) para assumir um cargo no alto escalão do governo do Estado, o PSDB segue alinhando as articulações com o MDB, do ex-governador André Puccinelli, visando agora puxar o deputado estadual Márcio Fernandes para o Parque dos Poderes. 

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A aproximação dos dois partidos põe o MDB cada vez mais dentro da administração estadual e mais distante de composições com outros pré-candidatos, como o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), e a deputada federal Rose Modesto (PSDB), que deve deixar a sigla para ingressar no Podemos ou no União Brasil.  

A provável, mas ainda não totalmente confirmada, ida de Márcio Fernandes à administração estadual abre espaço para mais um deputado emedebista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). 

Se Paulo Duarte ocupará o lugar deixado por Eduardo Rocha (marido de Simone Tebet), o vereador da Capital Dr. Loester poderá ocupar a vaga deixada por Fernandes.  

Se Loester deixar a Câmara Municipal para assumir uma vaga na Alems, assume sua cadeira a suplente Dharleng Campos. 

E se Loester optar por cumprir os três anos que lhe restam de mandato, a cadeira do MDB na Assembleia Legislativa será ocupada pelo ex-deputado estadual Paulo Siufi.  

O arranjo político também demonstra que Eduardo Rocha não deve concorrer nas próximas eleições, uma vez que ocupantes de cargo de primeiro escalão têm de deixar a administração pública até o dia 2 de abril de 2022. 

O mesmo pode se aplicar a Márcio Fernandes, que está em seu segundo mandato de deputado estadual.  

NEGOCIAÇÃO

Conforme apurados pelo Correio do Estado nos bastidores, os cargos ainda seguem sendo acordados com líderes do diretório tucano em MS. 

Até o momento, a conversa está na fase de negociações e é feita entre o comandante tucano, Reinaldo Azambuja, e os respectivos “convidados”.  

Ainda segundo apuração do Correio do Estado, Márcio Fernandes, que é cria de o ex-governador André Puccinelli, alia-se ao PSDB com outro nome forte, como o da ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), que conversa sobre coligar com o partido visando sua candidatura ao Senado. 

No entanto, a troca de favores é a certeza de que os convidados não demonstrem interesse na disputa de cargos, o que não foi manifestado por Márcio Fernandes até o momento.  

“O intuito deles [PSDB] é fazer com que o MDB diminua cada vez mais as chances de uma candidatura à majoritária estadual, mas nada impede a entrada de André Puccinelli na disputa ao cargo no ano que vem”, afirmou a fonte.

Por outro lado, a ministra Tereza Cristina não hesita em demonstrar sua simpatia por Eduardo Ridel, sendo braço-direito em agendas governamentais. A ministra reforça que ambos são amigos há muitos anos e avalia a atuação de Riedel na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Mesmo diante das declarações, as especulações já se tornaram fatos, e os acordos entre antigas alianças voltaram a ser feitos, como no caso do PSDB e do DEM, que estão focados em fortalecer o nome do secretário Riedel.

Para mostrar a força dos nomes, as articulações também findaram em nomeações para cargos no governo do Estado. 

Uma delas é o empresário Marco Aurélio Santullo (DEM), que foi “convidado” para compor uma secretaria adjunta estadual, onde será um dos chefes de alto escalão.

Em entrevistas anteriores ao Correio do Estado, Santullo havia manifestado a sua vontade de se candidatar à disputa para deputado estadual, mas, com o posto que vai assumir, terá de deixar os planos de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado. 

PSDB tenta compor com esquerda e direita

A chapa que está sendo montada para a candidatura de Eduardo Riedel (PSDB) ao governo no ano que vem terá aliados de vários campos da política. 

O PDT, de centro-esquerda, está confirmado no grupo, e os partidos de centro-direita, como PP e PL, que devem receber a ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, também. 

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