Após vereadores reclamarem do congelamento da taxa do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para todos os contribuintes, incluindo ricos, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, não gostou do posicionamento contra.
"Eis que surgem quatro vereadores, professor Andre Luis, Camila Jara, Clodoilson Pires e Tabosa e dizem que não querem favorecer os ricos e aquele que tiverem o seu patrimônio acima de 1 milhão tem que pagar o imposto de 10%, qual é o conceito desses 4, o conceito de rico, atualmente?", questionou.
"Se aplicar os 10% para avaliados em 1 milhão, a gente não sabe o que essa pessoa está passando", acrescentou.
Para Marquinhos, mesmo que as empresas sejam avaliadas em valores milionários, existem algumas que estão fechadas, sendo que algumas empresas que tinham 40 funcionários, hoje, tem 5, e outras em recuperação judicial, citou como exemplo.
"Nós não estamos aqui para dividir a cidade, estamos aqui para unir as pessoas e não para jogar rico contra pobre. Podem até discordar, mas aplicar o reajuste subjetivamente é muito difícil", ressaltou.
Para o ano que vem, o valor será mantido ao mesmo deste ano, quando teve reajuste de 2,65%.
Serão cerca de 450 mil carnês a serem entregues no início de dezembro, a princípio sem reajuste.
ENTENDA
No dia 4 de novembro foi publicado no Diário Oficial o reajuste de 10,05% do IPTU para 2022.
No entanto, na terça-feira (9), o prefeito de Campo Grande, decidiu voltar atrás da decisão de aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), em razão da pandemia, dificuldades dos comerciantes, dos comerciários e falta de aumento do salário.
Com isso, iria encaminhar para a Câmara Municipal, com urgência, para que o reajuste não fosse feito.
No mesmo dia, os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, em tempo recorde, o projeto de lei complementar que garante reajuste zero do Imposto em Campo Grande.