Política

Período pré-eleitoral

PSDB sai em busca de vice para candidatura de Eduardo Riedel

Depois de Marquinhos Trad, que indicaria o vice de Riedel, ter sido lançado ao governo, tucanos mudaram a estratégia

Izabela Cavalcanti

15/11/2021 - 08h00

Os esforços do PSDB no período de pré-campanha do secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, para o governo do Estado têm ido muito além de aumentar a visibilidade do pré-candidato e de tornar o nome dele cada vez mais conhecido da população. 

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Nos últimos meses, ganhou força a articulação para deixar predefinidos alguns nomes que possam vir a ocupar o posto de vice-governador.

A cúpula do partido ainda não bateu o martelo se o vice virá do interior, como já ocorreu em várias outras situações (atualmente Murilo Zauith, do DEM, é o vice de Reinaldo Azambuja, do PSDB), ou se o partido tentará indicar um nome da Capital para fazer frente a uma possível candidatura do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD).

A avaliação no PSDB é de que Eduardo Riedel se identifica bem com a população do interior do Estado, e que o desafio poderá estar mesmo na disputa de votos em Campo Grande, que responde por pouco mais de 40% do eleitorado de Mato Grosso do Sul.

Antes de o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, lançar Marquinhos Trad ao governo de Mato Grosso do Sul, no fim do mês passado, havia um acordo para que o prefeito da Capital continuasse no cargo em que está e indicasse o vice de Eduardo Riedel. 

O movimento do PSD em direção ao governo, porém, lança dúvidas sobre esse acordo.

Neste contexto, Riedel, que tem viajado pelo interior lançando obras da Pasta que comanda, também deve inserir Campo Grande no roteiro nos próximos dias. 

Nos últimos seis anos, o governo Azambuja – do qual Riedel é o secretário mais influente – desembolsou R$ 2,6 bilhões em obras na Capital, sejam elas por meio de licitações do próprio governo do Estado ou de pagamento de contrapartidas para receber obras federais.  

Há três opções na mesa dos tucanos da Capital para um possível nome do vice de Eduardo Riedel. Nas duas primeiras, o partido partiria para uma chapa pura. Há quem fale no atual presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agepan), Carlos Alberto de Assis, e no vereador licenciado que comanda, no momento, a Secretaria de Cultura e Cidadania, João César Matogrosso.  

Entre os políticos de fora do PSDB que poderiam ser cotados para vice de Eduardo Riedel está a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. 

Apesar de todos acreditarem que ela fará fazer sua vontade de ser senadora e se candidatará ao cargo nestas eleições, há tucanos oferecendo a vaga de vice de Riedel, com a promessa de lançá-la para prefeita da Capital em 2024, no partido em que ela estiver.  

No momento, Tereza Cristina está no DEM, mas tem chances muito grandes de deixar o partido depois que ele se tornar União Brasil. 

São dois os motivos: o União Brasil deve se opor a Jair Bolsonaro nas próximas eleições, e o comando do partido em Mato Grosso do Sul, pleiteado por Tereza, por ora deve ficar com a senadora Soraya Thronicke (do PSL, o outro partido que integra a fusão com o DEM).  

Dos outros nomes citados, Carlos Alberto de Assis já tentou se encaixar na disputa pela prefeitura do município. 

Nas eleições passadas, em 2020, fez um trabalho de bastidor para ser vice de Marquinhos Trad (PSD), mas não conseguiu, apesar de a aliança com o PSDB ter sido mantida. No caso de João César Matogrosso, o mesmo não esconde o desejo de ser prefeito de Campo Grande um dia.  

AGENDA INTENSA

Neste mês, Eduardo Riedel foi em mais de quatro eventos na Capital e no interior ao lado da ministra Tereza Cristina. Os dois são amigos. 

Apesar de tudo continuar no campo das especulações, Riedel e Tereza são os únicos aliados que têm aparecido juntos em eventos públicos, dando indícios de que estarão na mesma chapa em 2022. 

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