O pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PSDB e secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, disse que há prefeitos que são gratos pelo apoio do governo do Estado aos municípios e outros não.
“Tem prefeito que sabe ser grato e reconhece, tem outros que não. Uns que caminham de um lado, outros para outro”, disse Riedel em entrevista ao programa Capital Meio-Dia, depois de ter sido perguntado se a atenção a Campo Grande mudaria depois de o prefeito da cidade, Marquinhos Trad (PSD), ter sido lançado pelo presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, ao governo do Estado no ano que vem.
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“Não muda em nada [a relação com Campo Grande]. O governo tomou uma decisão lá atrás de que vai ser parceiro dos municípios, e nosso crescimento passa pelos municípios, então assim continuaremos, vamos atender todas as áreas, independentemente do posicionamento político de cada prefeito”, explicou Riedel.
“Isso não mistura com gestão pública e não nos diz respeito, a linha de governo do Reinaldo é apoiar os municípios no seu desenvolvimento”, acrescentou.
Riedel ainda falou do processo de pré-candidatura pelo partido. “Em março eu saio do governo, começo a minha pré-campanha e depois tem a decisão do partido em meio a tudo isso. É essa decisão que vai definir se eu serei ou não o candidato do PSDB, isso em julho de 2022”, frisou.
Até lá, Riedel segue com uma agenda intensa como secretário. Agenda que também começa a dar os contornos de como serão as alianças para as próximas eleições.
Marquinhos
Mais cedo, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), também foi entrevistado em outro programa e, sem citar o grupo que articula a candidatura de Eduardo Riedel, frisou que alianças muito grandes podem ter problemas e que elas não são decisivas em uma eleição majoritária.
Atualmente, Riedel tenta compor um grupo muito amplo, que vai da ministra Tereza Cristina (atualmente no DEM) ao PDT, que terá Ciro Gomes como candidato a presidente.
“Não adianta ter apoio dos partidos, ter várias coligações, isso pode somar, mas não é fator decisivo em uma eleição majoritária. Na eleição para a majoritária, você tem que fazer aliança com Deus e com o povo, Deus ama todos os concorrentes, não vai torcer para A, B ou C, mas a aliança com o povo é o mais necessário a se fazer”, afirmou o prefeito.
“Vamos ver tudo se repetir novamente, vamos ver o repúdio da população com os gigantes políticos, que querem colocar dentro seu barco todos os homens públicos da nossa cidade, então é aí que ele vai naufragar", pontuou o prefeito sobre as movimentações feitas pelos tucanos.
"Assim como naufragou com Delcídio do Amaral [em 2014, quando estava no PT] e o próprio Reinaldo Azambuja [PSDB], como também aconteceu quando concorri com a ex-vice governadora Rose Modesto [deputada federal pelo PSDB], onde juntou toda a turma de um lado e nós ficamos sozinhos do outro. A população sabe escolher bem qual é o lado favorável”, complementou.
Questionado sobre o assunto, Marquinhos falou que o PSDB não deve se esquecer de quem os ajudou a dar continuidade no mandato em 2018. “É bom que disso tudo eles não se esqueçam que Campo Grande foi o fator chave para que eles continuassem lá nesse segundo mandato”, disse.