A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (MDB), que estreou na política em 2003, 18 anos atrás, como deputada estadual, vive um deslumbre político por influência das composições para escolha dos candidatos à Presidência da República em 2022.
Ela é sondada pelo próprio partido e também por siglas rivais, como Podemos, do pré-candidato Sergio Moro, e PSDB, partido dos governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP).
“É preciso garantir, fortalecer a terceira via. Daí, ela [Simone] dialoga com todos”, disse Eduardo Rocha (MDB), deputado estadual em MS, marido de Simone, referindo-se aos prováveis concorrentes de Bolsonaro e do ex-presidente Lula.
O partido da emedebista também pensa em lançar concorrente próprio, e o nome de Simone também se destaca, no caso, como candidata à Presidência.
Já se firmada aliança com Podemos ou PSDB, a senadora sairia como vice.
O comando nacional do MDB afirmou que entre o fim deste mês e início de dezembro o partido fecha o plano de lançar Simone candidata a presidente da República.
A senadora animou-se com a ideia, tanto que já teria debatido o assunto em um jantar com empresários e políticos paulistas, semana passada, em São Paulo, conforme noticiou a imprensa de Brasília.
Já limpando as gavetas de seu gabinete, Eduardo Rocha – que deve assumir o posto de secretário do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) – dá uma dica que justificaria seu licenciamento da Assembleia Legislativa e a intenção de desistir da reeleição. Rocha ocupa o terceiro mandato de deputado estadual.
O desejo do emedebista é o de seguir os passos da senadora, caso o nome dela prospere como vice de Moro, Doria ou Leite ou ainda como candidata à Presidência pelo MDB.
Eduardo Rocha afirmou também que Simone não descarta a possibilidade de buscar a reeleição no ano que vem.
O deputado, abrindo mão da candidatura, agiria como uma espécie de chefe da campanha eleitoral da esposa.
Rocha pensa ainda na disputa pelo governo de MS. Ele disse que, hoje, seu candidato seria o ex-governador André Puccinelli.
“Ele [André] fez um ótimo governo [foi governador por dois mandatos]”, avaliou o deputado.
No entanto, é vaga a explicação do parlamentar quando questionado sobre a ida para o governo de Azambuja, que aposta em candidatura própria, eventual concorrente do pré-candidato Puccinelli.
“Estou indo para lá [governo Azambuja] para ajudar na questão administrativa, não política”, abreviou o deputado.