O ex-governador André Puccinelli (MDB) disse ontem ao Correio do Estado que o deputado estadual Eduardo Rocha, seu correligionário, está indo para a administração de Reinaldo Azambuja, em que ocupará o cargo de Secretário de Governo e Gestão Estratégica, “por conta própria”.
Puccinelli ainda reforçou que o partido terá candidato a governador nas próximas eleições, e que ele é o pré-candidato do MDB, pelo menos no momento.
“Quando ele [Rocha] me falou sobre a proposta, eu disse que não era favorável à ideia. O acordo foi feito entre eles, então é uma decisão pessoal e não partidária”, afirmou Puccinelli.
“Perguntei se era algo político, mas ele negou e disse que vai assumir o cargo para facilitar a comunicação entre o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa. Diante disso, eu disse que ele precisa se licenciar do partido enquanto estiver lá, e assim foi feito. Conversou com presidente do MDB [Junior Mocchi] e tomou a decisão que cabia a ele neste momento. Mesmo dentro do governo, Rocha afirmou que continuará me apoiando”, acrescentou Puccinelli.
Com a saída de Rocha da Assembleia, sua vaga será assumida pelo ex-deputado estadual e ex-prefeito de Corumbá Paulo Duarte.
Puccinelli não deixou de criticar as ações dos tucanos e falou sobre as investidas da sigla nos políticos.
“Eu sou pré-candidato, então, até oficializar, eu posso estudar coligações com diversos partidos. Então, não adianta buscar apoio de todos os lados, se o candidato está com planos baixos né?!”, insinuou o ex-governador, alfinetando a pré-candidatura ao governo do secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel.
“Sou pré-candidato do MDB ao governo do Estado. Mesmo se eu morrer, o partido terá uma cabeça de chapa e pronto. Os nossos planos estão em montar no programa de governo, enquanto o povo tá apertando dali para caçar briga, eu tô quieto e estudando as minhas propostas”, concluiu o ex-governador.