Política

campo grande

Vereadores querem que prefeitura arque com gratuidade no transporte coletivo

Depois da audiência, os assuntos debatidos serão encaminhados para reuniões fechadas com os grupos responsáveis

Gabrielle Tavares

03/12/2021 - 13h25

Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal realizou audiência na manhã desta sexta-feira (3) para debater a situação do transporte coletivo em Campo Grande.

Entre as reclamações, a que se destacou foi a falta de subsídio dos órgãos públicos para a gratuidade dos passes de estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

Além de representante comunitário, compareceram representantes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Consórcio Guaicurus e Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), além de órgãos reguladores e fiscalizadores, como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg). 

O vereador professor André Luis (Rede) disse que a audiência não "quer achar culpado, mas sim solução".

"Campo grande tem uma estrutura viária que é invejável, a gente podia ser exemplo para o mundo inteiro e não está sendo, tem que discutir o que está acontecendo, ou o planejamento não está adequado, ou a realização não está sendo implementada".

O presidente da Comissão, vereador Alívio Vilassanti (PSL), disse que a equipe visitou os terminais de ônibus para verificar os problemas, e afirmou que a regulação precisam ter acesso a todos os dados do Consórcio Guaicurus.

"Isso é o privado prevalecendo sobre o público, é uma inversão de valores. Não estamos aqui dizendo que há má fé, mas tem que ter controle para fazermos uma avaliação mais técnica e não de forma empírica", disse.

De acordo com o parlamentar, depois da audiência será encaminhado para reuniões fechadas com os grupos responsáveis.

Já o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran ), Janine de Lima Bruno defendeu que a implantação dos corredores de ônibus pode aumentar a velocidade média das viagens, atraindo novamente os usuários para o transporte público.

“Com isso, pode ser que melhorando o sistema, diminuindo o tempo, o motorista resolva deixar o carro em casa e usar o transporte coletivo, e isso melhora o trânsito”, frisou.

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, voltou a afirmar que as gratuidades no transporte coletivo são as vilãs do preço da passagem.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o valor técnico apontado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) para a passagem de ônibus de Campo Grande é de R$ 5,27,enquanto atualmente o valor cobrado é de R$ 4,20.

“A tarifa é uma coisa matemática, não tem achismo. Tem um custo e esse custo é rateado por quem paga e, quanto menos pagantes houver, mais caro vai ficando para quem paga a conta”, disse o diretor-presidente do Consórcio.

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