Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal realizou audiência na manhã desta sexta-feira (3) para debater a situação do transporte coletivo em Campo Grande.
Entre as reclamações, a que se destacou foi a falta de subsídio dos órgãos públicos para a gratuidade dos passes de estudantes, idosos e pessoas com deficiência.
Além de representante comunitário, compareceram representantes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Consórcio Guaicurus e Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), além de órgãos reguladores e fiscalizadores, como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg).
O vereador professor André Luis (Rede) disse que a audiência não "quer achar culpado, mas sim solução".
"Campo grande tem uma estrutura viária que é invejável, a gente podia ser exemplo para o mundo inteiro e não está sendo, tem que discutir o que está acontecendo, ou o planejamento não está adequado, ou a realização não está sendo implementada".
O presidente da Comissão, vereador Alívio Vilassanti (PSL), disse que a equipe visitou os terminais de ônibus para verificar os problemas, e afirmou que a regulação precisam ter acesso a todos os dados do Consórcio Guaicurus.
"Isso é o privado prevalecendo sobre o público, é uma inversão de valores. Não estamos aqui dizendo que há má fé, mas tem que ter controle para fazermos uma avaliação mais técnica e não de forma empírica", disse.
De acordo com o parlamentar, depois da audiência será encaminhado para reuniões fechadas com os grupos responsáveis.
Já o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran ), Janine de Lima Bruno defendeu que a implantação dos corredores de ônibus pode aumentar a velocidade média das viagens, atraindo novamente os usuários para o transporte público.
“Com isso, pode ser que melhorando o sistema, diminuindo o tempo, o motorista resolva deixar o carro em casa e usar o transporte coletivo, e isso melhora o trânsito”, frisou.
O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, voltou a afirmar que as gratuidades no transporte coletivo são as vilãs do preço da passagem.
Conforme reportagem do Correio do Estado, o valor técnico apontado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) para a passagem de ônibus de Campo Grande é de R$ 5,27,enquanto atualmente o valor cobrado é de R$ 4,20.
“A tarifa é uma coisa matemática, não tem achismo. Tem um custo e esse custo é rateado por quem paga e, quanto menos pagantes houver, mais caro vai ficando para quem paga a conta”, disse o diretor-presidente do Consórcio.