Senadora sul-mato-grossense Simone Tebet, legitimada a pré-candidata à Presidência da República, nesta quarta-feira (8), em Brasília, disse que, para ela, "não tem um plano B", argumento que mais soa como uma resposta à corrente defendida por alguns líderes partidários que veem na parlamentar uma opção como candidata à vice-presidência em chapas firmadas com Podemos, União Brasil ou o PSDB, pela chamada terceira via.
"As candidaturas que representam o futuro não podem ter a preocupação de ter um nome e sobrenome no rosto. Somos todos nós, pré-candidatos da democracia brasileira", disse a senadora que sustentou ainda que tem as mesmas chances que seus adversários e que: "não queremos nesse momento de largada a unanimidade. Nós queremos lá na frente a unidade".
Especula-se em Brasília, a possibilidade de o MDB recuar no lançamento da pré-candidatura e o partido estudar a formação de aliança com o Podemos, do ex-ministro da Justiça no governo de Bolsonaro, Sérgio Moro, ou o PSDB, do governador João Dória, ambos pré-candidatos à Presidência e ainda com o União Brasil, partido ainda em formação, resultado da união do PSL e do DEM, que ainda não revelou a pré-candidatura. A ideia é fortalecer uma só candidatura e que seria capaz de enfrentar Lula e Jair Bolsonaro.
No discurso do lançamento da pré-candidatura, Simone Tebet disparou ataques contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro, principalmente relacionadas à política de proteção ao meio ambiente.
“Temos uma política ambiental desastrosa, leniente, com a grilagem, de destruição da nossa biodiversidade. Essa leniência não queima apenas nossa mata biodiversidade, ela queima a credibilidade do nosso agronegócio, que alimenta o Brasil e mundo. É preciso acabar com essa dicotomia", afirmou a pré-candidata do MDB.
O lançamento da pré-candidatura de Simone ocorreu pela manhã, num hotel situado na Asa Sul, de Brasília. Por lá apareceram dirigentes de partidos como do PSDB e União Brasil, além de emedebistas de diversas partes do país. Além de Simone, já surgiram as pré-candidaturas e João Dória, do PSDB, Rodrigo Pacheco, do PSD, Sérgio Moro, do Podemos, Lula, do PT, Jair Bolsonaro, do PL e Ciro Gomes, do PDT.