Política

ELEIÇÕES 2022

Com aliança 'quase' fechada, Reinaldo agora espera decisão de Tereza Cristina

Vontade da ministra é concorrer ao Senado, mas Centrão quer ela vice de Bolsonaro

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do PSDB, ao comentar hoje a possibilidade de a ministra Tereza Cristina (Agricultura), já com um pé no partido progressista, de tornar-se a vice no projeto da reeleição do presidente Jair Bolsonaro, do PL, é uma decisão que depende "só dela".

No entanto, o governador deixou a entender que é vontade do PSDB e já teria um plano pronto com a perspectiva de ter Tereza Cristina pré-candidata ao Senado numa aliança como os tucanos de MS pela disputa do governo.

Por vontade de Reinaldo, o secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, é o pré-candidato a sucede-lo. 

Pelo combinado, até então, Tereza subiria no palanque de Riedel como candidata ao Senado

"Acredito que a questão dela ser ou não ser senadora é decisão de cunho pessoal. Acho que existe uma vontade [de Tereza], e uma vontade de nosso grupo, das pessoas que nos acompanham, dos partidos, em ter aliança com a ministra Tereza [como concorrente ao Senado], com o grupo político que ela representa, com os ideais que ela defende, com aquilo que ela acredita como politica pública, há muita sintonia com o pensamento nosso", afirmou o governador.

No entanto, Reinaldo acha que, por ser período das migrações partidárias, ainda é cedo tratar as hipóteses políticas - se Tereza concorre ao Senado ou como vice de Bolsonaro - como definitivas.

A partir de março, os interessados em concorrer às eleições filiam-se a outras siglas ou permanecem em seus partidos.

Tereza Cristina, por exemplo, que era do DEM, legenda que juntou-se ao PSL e hoje virou União Brasil, segundo aliados, deve logo assinar ficha no partido progressista.

"A decisão [destino político de Tereza] acontece em julho, agora é hora da migração partidária. Há muita simpatia nessa discussão [se a ministra concorre ao Senado], principalmente pelos princípios e pela forma de Tereza fazer política pública, que é de responsabilidade, de resultado, não é uma política de blá, blá, blá, de conversa fiada. Ela tem serviço prestado para MS e a aliança em si tem um momento oportuno", é a interpretação do governador.

Questão da vice

A ala política de Bolsonaro, a conhecida como Centrão, que é a base de sustenção do governo no Congresso Nacional, é quem pressiona o mandatário pela escolha de Tereza como a vice.

A ministra poderia reverter situações que os aliados enxergam como negativas à tentativa de reeleição de Bolsonaro. Uma questão é o machismo. Tereza, para eles, atrairia o eleitorado feminino, cada vez mais longe do mandatário.

O agronegócio, que nas eleições passadas apoiou Bolsonaro, agora, tem se mostrado dividido na questão da reeleição. Tereza, representante do segmento, poderia agregar o setor convencê-lo a votar de novo no mandatário.

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