Política

LABORATÓRIO

Eleição em Angélica é "esquenta" da disputa pelo governo

Pré-candidatos que disputam sucessão estadual devem testar popularidade na eleição suplementar

A eleição suplementar para a escolha de prefeito e vice-prefeito de Angélica, marcada para daqui a exatos 25 dias, tem sido reparada no âmbito da política como uma espécie de “esquenta” para a disputa pelo governo, no pleito de outubro. 

A eleição extra ocorre porque o prefeito eleito da cidade foi condenado e teve o seu nome estendido para a chamada “lista suja”.

Entre os quatro pré-candidatos interessados na briga pela administração do município de 11 mil habitantes, listaram-se ao menos sete legendas, as principais que rivalizam pela sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Consultados pelo Correio do Estado, os partidos com pré-candidatos ao governo avisaram que, assim que começar a campanha eleitoral em Angélica, a 270 km de Campo Grande, vão lá apoiar seus parceiros.

Um dos mais empolgados e interessados na disputa é o comando estadual do União Brasil, legenda nascida da fusão do DEM e do PSL. É que, em caso de vitória, o município poderia entrar para a história como o primeiro do País a eleger um prefeito da legenda.

O União Brasil concorrerá com Roberto Cavalcanti, que firmou aliança com Roberto Maran (PSB). De acordo com a assessoria de imprensa do União Brasil, terão apoio Roberto, a presidente estadual do partido, a senadora Soraya Thronicke e a deputada federal Rose Modesto, pré-candidata ao governo pela legenda.

O PSDB, do pré-candidato Eduardo Riedel, também afirmou que vai baixar em Angélica e abarcar na campanha do pré-candidato do partido, Geraldo Aparecido Rodrigues, o Boquinha, prefeito interino da cidade desde o início do ano passado.  

O apoio à campanha de Boquinha será conduzido pelo comando estadual do PSDB, informou a assessoria tucana.

O MDB, do pré-candidato e ex-governador André Puccinelli, também comprometeu-se a pousar no território angeliquense.  

Lá, os emedebistas têm como pré-candidato Francisco Soares Sobrinho, o Chico Bragança, que tem como vice Milton Motta Ramos, conhecido como Mastigado, que é do PSD, conforme publicação na edição de ontem (19) do Diário Oficial do TRE.

No entanto, o senador Nelsinho Trad, presidente regional do PSD, afirmou ontem à tarde que “articulações políticas” modificaram a composição das pré-candidaturas.

Ele disse que o PSD não disputa como vice na chapa com o MDB, nem sequer faz parte da coligação. Segundo Trad, o MDB vai concorrer junto do PTB e do PDT.

A reportagem tentou confirmar a informação com as siglas, mas não conseguiu.

Na esfera estadual, MDB e PSD rivalizam na briga pelo governo.

PREFEITO CASSADO

Ainda em campanha pela prefeitura, em 2020, o prefeito cassado João Cassuci (PDT) foi sentenciado por desvio de dinheiro captado por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). O crime foi investigado pela Polícia Federal.

Cassuci tinha administrado Angélica por dois mandatos, de 2001 a 2008. O crime, diz a PF, ocorreu em 2006, ou seja, levou mais de década para sair o desfecho judicial. 

O então eleito – que nem chegou assumir o terceiro mandato – ingressou com recursos, mas as demandas caíram depois de analisadas pela Justiça Eleitoral.

8.571 é o total de eleitores da cidade de angélica

Conforme as estatísticas mais recentes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), Angélica tem 8.571 eleitores aptos a votar nas próximas eleições. 

O maior grupo de eleitores da cidade tem entre 25 e 34 anos: 1.851 eleitores. 

O segundo maior grupo tem entre 35 e 44 anos: 1.793 eleitores. Os homens são maioria na cidade: 4.306 eleitores. As mulheres são 4.265.  

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