Tiago Botelho, 39, professor universitário, pré-candidato ao Senado, pelo PT, disse que em sua campanha deve atuar como "um contraponto" a Tereza Cristina, a pré-candidata do PP, deputada federal e ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.
Botelho mora em Dourados, segunda potência econômica de Mato Grosso do Sul, e garantiu que, se vencer a eleição, quer ser conhecido como o senador do meio ambiente, do Pantanal, da juventude e da democracia.
Ele nunca concorreu a cargo eletivo.
O pré-candidato petista, que é doutor em meio ambiente, afirmou que seu mandato deve centrar as atenções em famílias carentes, por direitos, às pessoas que atuam no plantio de pequenas lavouras, reforma agrária, professores e trabalhadores.
No entanto, disse ele, que não precisa se distanciar do agronegócio, o forte da economia estadual, "desde que eles [quem toca o agronegócio]", não impeçam que o "povo proteja o meio ambiente".
Tiago Botelho diverge de Tereza Cristina alegando que ela foi eleita para defender os interesses de MS no Congresso Nacional como deputada federal, e não ter cumprido todo o mandato.
Tereza, adversária de Botelho, elegeu-se deputada federal em 2018, mas preferiu licenciar-se quando convidada a ocupar o ministério da Agricultura. Ela retomou o mandato no mês passado assim que saiu do cargo para concorrer ao Senado.
Para o professor universitário, a ex-ministra devia, sim, ter cumprido todo o mandato por projetos que favorecessem o Estado "por onde se elegeu pelas pessoas que votaram nela".
"Ela [hoje, deputada federal] vai por exemplo em cidades como Juti, Caarapó ou outras cidades e conversa com os prefeitos, apenas", protestou Botelho.
Outra crítica endereçada a Tereza, disparada pelo pré-candidato petista, e que tem a ver com ministério que foi chefiado pela pré-candidata ao Senado pelo PP, é o programa de reforma agrária no período da gestão de Bolsonaro.
"Hoje, ele [Bolsonaro] embrulha o presente que o governo de Lula havia dado", afirmou o petista.
No caso, o comentário de Tiago Botelho tem relação com as idas de Bolsonaro e Tereza aos assentamentos, o último deles em Ponta Porã, região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Lá, o presidente anunciou a entrega de títulos de terra às famílias moradoras do local.
O assentamento foi criado como o maior do país na primeira metade dos anos 2000, gestão do ex-presidente de Lula.
SUPLÊNCIA
Tiago Botelho, que trabalha na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), afirmou que a intenção sua é a de que seus suplentes devam morar em Campo Grande e em Corumbá, porém não adiantou os nomes.
O professor afirmou ainda que sua campanha será conduzida por voluntários e o dinheiro do Fundo Eleitoral.