Política

ELEIÇÕES 2022

MDB despreza imposição do PSDB nacional e mantém Puccinelli no páreo

Tucanos do diretório nacional querem renúncia e apoio a Eduardo Riedel; resposta de André Puccinelli: "Só se eu morrer"

O MDB de Mato Grosso do Sul rejeitou a imposição do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, de que os tucanos só apoiariam a pré-candidatura ao Planalto da emedebista Simone Tebet, senadora sul-mato-grossense, se o ex-governador André Puccinelli renunciasse à pré-candidatura ao governo de MS e apoiasse Eduardo Riedel, o pré-candidato do PSDB.

“André será candidato e vencerá a eleição”, consolidou Carlos Marun, ex-deputado federal pelo MDB de MS, membro da executiva nacional do partido. Para reforçar o afirmado, Marun disse, também, que é o “provável candidato ao Senado” na chapa do ex-governador.

Puccinelli, segundo seus interlocutores, tem repetido desde ontem o que o tem dito de outubro passado para cá, falas divulgadas à exaustão pela imprensa de MS: sustenta que só não seria pré-candidato caso ficasse doente ou, então, morresse. “Simples assim”, replicou o emedebista ao saber da sobreposição tucana.

Carlos Marun, tido como o número 1 nas gestões de Puccinelli, tanto quando prefeito de Campo Grande (1997-2000) quanto como governador (2007-2014), afastou qualquer chance de o MDB tirar a pré-candidatura ao governo de MS em troca do apoio dos tucanos a Simone Tebet.

“Não existe a possibilidade de o André e o MDB-MS apoiarem aqui outro candidato. Lideramos todas as pesquisas. Respeitamos os outros candidatos e compreendemos o seu direito de se apresentarem para a eleição, mas não abrimos mão do nosso. Já levei esta posição para a direção nacional do MDB, da qual faço parte, e recebi garantia quanto a nossa candidatura”, afirmou.

Marun, que vê “vitória certa” de Puccinelli nas eleições de outubro, acrescentou: “Sei, ainda, que isso [manter André na disputa] não será empecilho para apresentarmos, MDB e PSDB, em nível nacional, uma candidatura única à Presidência da República, coisa que por sinal sempre defendi”.

Por enquanto, Puccinelli deve enfrentar a disputa pelo governo com outros seis candidatos: Rose Modesto, do União Brasil; Marquinhos Trad, do PSD; Capitão Contar, do PRTB; Eduardo Riedel, do PSDB; Giselle Marques, do PT; e Luhhara Arguelho, do Psol.

O QUE QUER O PSDB

A desarrumação política envolvendo o PSDB nacional e o MDB de MS surgiu a partir da renúncia da pré-candidatura à Presidência da República do ex-governador de São Paulo João Doria, nesta semana.

O tucano Doria disputava a preferência pela cabeça de chapa da chamada terceira via com a senadora Simone. Quando percebeu que nem parte do seu partido o apoiava, Doria anunciou a saída. A partir dali parecia tudo certo, a senadora concorreria à Presidência com o apoio do PSDB e, ainda, do Cidadania.

Mas não foi isso que ocorreu. Na quarta-feira, Bruno Araújo, o chefe nacional da legenda tucana, exigiu como contrapartida ao apoio a Simone a parceria do MDB com as pré-candidaturas do PSDB em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

“Consideramos essencial que os três partidos sigam juntos na eleição presidencial, PSDB, MDB e Cidadania. Está tudo encaminhado para a escolha da Simone Tebet, mas queremos que o MDB apoie nossos candidatos no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul”, afirmou Bruno Araújo.

AINDA DESARMADO

Puccinelli ainda não escolheu o vice para concorrer pelo terceiro mandato ao governo de MS. Até agora, ele anunciou que terá o apoio do partido Solidariedade.

O mesmo ocorre com seus adversários. Ao menos até agora, só um dos sete pré-candidato afirma ter já definido o vice: o PRTB, que tem como cabeça de chapa o deputado estadual Capitão Contar.

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).