Política

PROJETO DE LEI

Revisão do teto dos gastos do governo de MS é aprovada primeira votação

Proposta ainda precisa passar por segunda análise quando será votado o mérito

Ana Clara Santos

14/06/2022 - 16h14

Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram na sessão desta terça-feira (14), a constitucionalidade do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 2/2022, que prevê a revisão do teto de gastos do Governo a cada cinco anos A proposta é de autoria do próprio Executivo e ainda passará por segunda votação, quando o mérito será votado. 

O projeto altera o artigo 56 do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição Estadual e foi aprovado quase que pela maioria dos parlamentares, com exceção dos deputados Renan Contar (PRTB) e Felipe Orro (PSD). 

Na justificativa para protocolar o projeto, o Poder Executivo afirma que a revisão precisa ser feita para que se amplie os limites impostos pela Emenda Constitucional 77 publicada em 2017, conhecida como Regime de Limitação de Gastos. 

No documento encaminhado à Casa de Leis, o governador Reinaldo Azambuja, disse que essa adequação é necessária para “permitir adequação dos orçamentos, impactados pelo aumento de preços e pela queda na arrecadação durante a vigência do Regime de Limitação de Gastos”

O Chefe do Executivo ainda afirma que, apesar de convergir com a política de gestão financeira adotada pela União, a diferença entre os dois é que no Estadual é possível acrescentar o crescimento da Receita Corrente Líquida que for além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dessa forma, pela proposta ao limite do teto de gastos será acrescentado 30% do que for arrecadado e exceder a correção pelo IPCA. A PEC ainda prevê que por decisão do governador esse índice pode ser de 70%, ficando limitado a 90% de incremento. 

O projeto ainda prevê que o orçamento de 2024 a 2027 seja estabelecido pelo exercício anterior, corrigido também pelo índice divulgado pelo IBGE. 

Além disso, o projeto destina  ¼ ao incremento do exercício de 2022 para 2023, de cada Poder e Instituição.

Prévia do orçamento

O projeto de Lei Orçamentária está em tramitação na Casa de Leis e prevê um valor de R$ 22, 03 bilhões para quem assumir a Governadoria em 2023, 19,24% a mais sobre os R$ 18,4 bilhões orçados para este ano. 

 De acordo com o projeto, as metas fiscais para 2023 e 2024, correspondem às receitas totais de R$ 29,69 bilhões, e de R$ 23,37 bilhões respectivamente.

Conforme a proposta, as divisões orçamentárias, se aprovadas devem ser:

  • R$ 1,16 bilhão para o Tribunal de Justiça; 
  • R$ 584,4 milhões ao Ministério Público Estadual; 
  • R$ 427,4 milhões se destinam à Assembleia Legislativa;
  • R$ 357,7 milhões ao Tribunal de Contas;
  • R$ 268,3 milhões para Defensoria Pública;

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias é elaborado em conformidade com a Lei Complementar 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e leva em consideração o comportamento atual da arrecadação e a entrada de recursos externos, como transferências oriundas da União.

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