O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes conversaram a portas fechadas na quarta (22) em uma sala na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Os dois se encontraram no jantar que Lira fez em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que celebra os 20 anos de sua indicação para a corte.
Alexandre de Moraes vai presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de agosto e tem sido um dos principais alvos de ataques de Bolsonaro.
Ao chegar ao jantar na casa de Lira, na noite de quarta (22), Bolsonaro cumprimentou Alexandre de Moraes de forma amistosa. Fez piadas com o fato de o magistrado ser corinthiano e ele, palmeirense.
Depois de circularem separados entre outros convidados, os dois voltaram a se encontrar -desta vez, em uma sala reservada, e sem a presença de outras testemunhas.
O fato de se isolarem em uma sala chamou a atenção de outros convidados, que festejaram o fato como um sinal de distensionamento, ao menos momentâneo, entre os dois.
Há um temor, entre magistrados e lideranças políticas, de que Bolsonaro aumente os ataques ao TSE e não reconheça o resultado das eleições caso seja derrotado nas urnas.
Apesar da curiosidade geral, a conversa, até agora, permanece sigilosa.
Além dos dois, também participaram da homenagem a Gilmar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça), o ministro do STF Ricardo Lewandowski e parlamentares da oposição, como o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG).