Expectativa quente na manhã desta quarta-feira (29) no Congresso Nacional: Pedro Duarte Guimarães, 51, presidente da Caixa Econômica Federal desde o primeiro dia de governo de Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, deve ser demitido.
Ele foi denunciado por assédio sexual contra assessoras suas que atuam na instituição financeira.
Pela agenda do Planalto, Guimarães, se mantido no cargo, virá a Campo Grande, amanhã, quinta-feira (30) junto com o presidente Jair Bolsonaro inaugurar o residencial Canguru, onde foram construídos 300 apartamentos.
Pela programação, o mandatário participa, ainda, de uma motociata.
Informações que correm nesta manhã, em Brasília, indica que o presidente já, inclusive, escolheu a substituta de Guimarães.
Trata-se da secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, tida como de confiança do ministro Paulo Guedes (Economia), que também indicou Guimarães ao cargo.
A denúncia de assédio surgiu desde ontem assim que o portal Metrópoles denunciou o episódio. Servidoras da Caixa relataram os casos de inúmeras investidas de Guimarães. Os ataques ocorriam, normalmente, em viagens que ele fazia pelo país.
Em alguns casos, o presidente da Caixa convidava as assessoras a seguirem com ele até o quarto onde hospeva ou em saunas.
A denúncia já é investigada pelo Ministério Público Federal. Na manhã desta quinta-feira, o presidente da Caixa participou de um evento acompanhado da mulher.