O tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro reuniu aproximadamente 4,2 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, no centro de Campo Grande, nesta quarta-feira, após dois anos sem a realização do evento devido à pandemia de Covid-19.
Entre o público presente, a maioria era de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que compareceram vestidos de verde e amarelo, com bandeiras ou trajados com itens que contém o nome ou foto do presidente, como camisetas e bonés.
Todas as manifestações foram pacíficas e não houve registro de confusão durante o desfile.
Em ano de eleições, candidatos também aproveitaram a data e a aglomeração de pessoas para fazer campanha, através de bandeiradas.
Cabos eleitorais de diversos candidatos, tanto conrrentes ao governo quanto a deputados, dividiram espaço com o público segurando bandeiras de seus devidos postulantes à cargos públicos.
Alguns candidatos também estiverem presentes e realizaram a campanha corpo a corpo com a população.
O comércio ambulante também foi bastante movimentado, principalmente de itens com a estampa da bandeira, da seleção brasileira e do presidente.
Desfile
O desfile cívico-militar começou por volta das 9h, com a cerimônia de hasteamento da bandeira, realizada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e pela prefeita Adriane Lopes (Patriota).
Na solenidade oficial, também houve toque de berrante após a declamação de uma poesia.
O vereador Sandro Benites e o deputado estadual Coronel David também participaram do ato de hasteamento da bandeira, como representantes da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa, respectivamente.
O ato, no entanto, não constava no cerimonial oficial, que previa apenas participação do governador e prefeita.
Cerca de 4 mil integrantes de 23 instituições civis e militares desfilaram na Rua 13 de Maio.
As apresentações ocorreram a pé, em viaturas de quatro rodas, motocicletas e cavalos, além de tanques das Forças Armadas.
Também houve o sobrevoo de aeronaves, mas não houve apresentações específicas, manobras ou a esquadrilha da fumaça.
O encerramento ocorreu por volta das 11h.
Com o lema “A esperança vai vencer o medo. Pelo Brasil e pela democracia”, o tradicional Grito dos Excluídos, que aconteceria após a solenidade, ficou para sábado (10), às 9h, na Praça do Rádio do Clube.
A dona de casa Miriam Bernardes, 52 anos, tem um filho militar e foi prestigiar o desfile.
"Venho para o desfile há quase 30 anos. Sempre trouxe meus filhos, desde pequenos, que já são adultos e hoje trouxe meu neto", disse.
"Acho importante mostrar desde pequeno o amor à pátria", acrescentou.