O estudante Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, vai responder em liberdade por dano ao patrimônio público e perturbação na eleição, por ter invalidado uma urna eletrônica com cola instântanea no domingo (2).
A decisão foi do juiz eleitoral Luiz Felipe Medeiros, em audiência de custódia, no Fórum da Justiça Estadual, na manhã desta terça-feira (4).
De acordo com o juiz, o rapaz não tem antecedentes criminais e preenche todos os requisitos da lei para responder o processo em liberdade.
“O crime embora praticado contra a Justiça Eleitoral, contra o pleito eleitoral, não foi um crime contra a pessoa, não foi um crime violento, ninguém se machucou, ele tem residência fixa, ter uma atividade lícita, então ele preenche todos os requisitos da lei para responder o processo em liberdade”, explicou.
O rapaz deve manter seu endereço atualizado, comparecer aos processos quando solicitado pela justiça e fazer acompanhamento psicológico pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
O advogado do estudante, Joaquim Oliveira Neto, avaliou como positiva a decisão do judiciário.
“Ali naquele momento talvez ele não tinha consciência do que estava fazendo, pela situação política do país, a questão de protesto. Eu acho que a pena de cinco a dez anos é muito grave porque não danificou, não teve violência. E nós na defesa vamos trabalhar pra que ele possa ser inocentado e que esse crime não seja de cinco a dez anos pra um jovem que estuda, que trabalha e vive com a sua mãe”, detalhou.
O caso
Gabriel Scherer da Costa, danificou as teclas de uma urna eletrônica com cola instantânea em seção eleitoral, localizado na Faculdade Estácio de Sá. O jovem foi identificado e preso em flagrante em casa pela Polícia Federal (PF), no último domingo (2).
O jovem ficou preso, por dois dias, na carceragem da Polícia Federal em Campo Grande.
Computador e celular também foram apreendidos e estão sendo periciados pela PF. A urna eletrônica também está sendo periciada.
Ele disse aos policiais que fez um protesto individual porque o pai faleceu de Covid-19. Também declarou que não é filiado a nenhum partido político.