Política

CORREIO EXPLICA

Saiba como ser você mesmo um checador de informações suspeitas

O Projeto Comprova oferece o minicurso "Aprenda a identificar boatos nas redes"

Com o crescente número de informações duvidosas sendo compartilhadas em redes sociais e sites, agências de combate à desinformação têm elaborado estratégias para auxiliar a população a adquirir a autonomia de identificar e checar notícias por conta própria.

Uma dessas iniciativas é a disponibilização do minicurso: "Não passe vergonha nos grupos — aprenda a identificar boatos nas redes", oferecido pelo Projeto Comprova.

Nos últimos anos, as notícias falsas, conhecidas como “fake news” ficaram cada vez mais comuns, sendo veiculadas pelos mais diferentes lugares e formatos, como textos, áudios e até mesmo por meio de vídeos, afetando a forma como a população consome informações na internet. 

Com tantos conteúdos duvidosos disseminados nas redes sociais nesse período eleitoral, fica difícil saber a origem e a veracidade dos fatos.

Para não depender apenas das agências de checagem, o projeto Comprova lançou o curso virtual e gratuito, voltado, principalmente, para pessoas com mais de 50 anos. Entretanto, pessoas de qualquer faixa etária podem participar.

A versão em português do MediaWise for Seniors está disponível desde março deste ano, e consiste em um minicurso, criado com o objetivo de ajudar pessoas especialmente dessa faixa etária a verificar as informações duvidosas compartilhadas nas redes sociais. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até março de 2023, no site do próprio Comprova, ou clicando neste link aqui. O único requisito é que o interessado tenha uma conta no Whatsapp.

Após a inscrição, pelos 10 dias seguintes, os participantes receberão vídeos e mensagens de texto com instruções e técnicas simples que possibilitam o leitor a detectar conteúdos suspeitos e fazer verificações básicas.

Mais dicas

  • 1 - Não leia só o título

É comum que conteúdos falsos sejam publicados com títulos sem relação com o texto ou que manipulam as informações.

Duas linhas dificilmente dão conta de todo o contexto de uma notícia. Ler uma publicação do início ao fim antes de compartilhá-la diminui as chances de espalhar um boato.

  • 2 - Busque fontes confiáveis

Por mais que você possa ter suspeitas sobre o posicionamento da imprensa tradicional, veículos conhecidos, como jornais, revistas e sites de grandes empresas são fontes legítimas de informações factuais.

Eles são capazes de bancar uma estrutura física mínima com jornalistas preocupados com procedimentos técnicos básicos com os quais se faz jornalismo.

No entanto, nas redes, não basta apenas ver o nome e o logo do veículo — é preciso checar também o endereço.

Folha Política, por exemplo, é muito diferente da Folha de S.Paulo. Isso acontece porque é muito fácil replicar a identidade visual de qualquer veículo. É assim que muitos golpes online acontecem.

  • 3 - Informações vagas são mau sinal

Textos com informações genéricas, sem identificação dos envolvidos ou o local do fato, são pouco confiáveis.

Notícias sérias respondem às perguntas mais importantes do leitor e mostram detalhes sobre um determinado fato. Se o texto não identifica as fontes das informações, fique alerta. Pode ser pura invenção.

  • 4 - Redes sociais são um começo, mas não a melhor parte 

O simples fato de uma pessoa articulada publicar alguma opinião ou comentário nas redes sociais não faz dela uma especialista.

Por isso, é sempre bom lembrar: internet não é fonte; é meio.

No jargão jornalístico, a fonte é a pessoa ou instituição que presta uma informação qualificada — e que, a depender de sua relevância e de sua experiência, merece ou não ser reproduzida em reportagem.

As redes sociais podem ser um bom ponto de partida para a sua pesquisa, mas certamente não é bom acreditar em tudo o que se publica nesses portais pelo valor de face. Na dúvida, não compartilhe.

  • 5 - Cuidado com vídeos, fotos e áudios

Imagens e áudios podem ser facilmente editados e tirados de contexto. Desconfie de vídeos que mostram cenas incomuns. Tente encontrar a gravação original e pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita.
 

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