De duas, uma: ou o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PRTB, Capitão Contar não havia decorado detalhes de seu plano para administrar o Estado, nos próximos quatro anos, em caso de vitória, ou, então, foi ao debate da TV Morena, afiliada da Globo, ontem à noite (quinta), embaçar, apenas isso, o confronto com seu adversário, Eduardo Riedel, do PSDB.
No início do embate, sem provas, Contar disse que a gestão que o cocorrente apoia, do governador Reinaldo Azambuja, empregava traficante cujo marido, que seria suspeito, atuava na campanha de Riedel.
O bate-boca esquentou: Riedel perguntava a Contar que plano de investimento teria para fortalecer a economia estadual, mas o adversário insistia em empurrar o concorrente a uma assunto fora da questão. Riedel persistia, até o capitão Contar sair com essa:
"Não roubar. reduzir impostos para que os comerciantes possam sobreviver", este seria o plano de investimento do capitão. E assim o candidato do PRTB levou o debate, sempre que questionado sobre dados da economia sul-mato-grossense dizia não sabia, mas ordenava uma ideia de ataque à administração do governo de Azambuja, que lançou a candidatura de Eduardo Riedel.
Antes disso, Contar acusou o governo de Azambuja de investir "mais em publicidade" do que em projetos de habitação e ainda que a equipe de campanha de Riedelo atacava com frequência com informações produzidas por meio das chamadas fake news.
Riedel voltou a insistir na pergunta sobre investimento. Contar disse que tinha "formação de capitão do Exército" e sua equipe a ser contratada, como "melhor do país" é que vai tratar dos projetos econômicos. O capitão citou mais de uma vez que "não tinha informações" sobre dados econômicos de MS.
Capitão Contar emendou o raciocínio dizendo que vai montar uma "equipe técnica, sem vícios, pessoas capacitadas". Daí, o candidato do PRTB, sem provas disse que a gestão atual, do PSDB, teria um "passado sujo" e, supostamente desviado dinheiro.
Avançando o debate, Riedel comentou sobre os investimentos que pretende impor, se eleito, dando ênfase à obras rodoviárias.
Contar voltou a repisar no discurso de ataque ao governo de Reinaldo Azambuja, o qual estaria "precisando ter hombridade e sem corrupção", e acrescentou ao adversário que "seu governador [Azambuja] não é pontual".
Eduardo Riedel, em resposta, pediu a Contar para tratar do assunto com Azambuja: "vai debater isso com o governador".
Seguindo o debate, Riedel puxou um assunto ligado ao meio ambiente, um deles sobre créditos de carbono ou redução certiicada de emissão de gases do efeito estufa. Os adversários, nessa questão, concordaram com as ideias protecionistas.
Daí em diante, os ânimos dos adversários esfriaram. Contar e Ridel trataram de assuntos como habitação, programas sociais, política de proteção às mulheres vítimas da violência, saúde, educação, mas sem discórdias. Em algumas situações, Contar e Riedel até elogiaram a intenção de um e do outro.
Contar, ao comentar cifras que precisariam para finalizar o programa de regionalização da saúde, deu uma escorregada nos números.
Ele chutou: R$ 16 bilhões. Riedel reduziu e muito a soma do palpite do adversário: R$ 500 milhões.