Política

TRANSIÇÃO

Eduardo Riedel anuncia secretariado nesta terça-feira

Governador de MS eleito preserva lista com discrição

Valesca Consolaro

12/12/2022 - 12h45

Eduardo Riedel, do PSDB, o governador eleito de Mato Grosso do Sul anuncia amanhã, terça-feira (13), os nomes dos secretários estaduais que assumem os cargos no dia 1º de janeiro, daqui 19 dias. O primeiro escalão de Riedel está fechado já há semanas, mas ele tem mantido a lista com discrição. 

Há a possibilidade de alguns nomes que chefiam pastas hoje seguirem em suas funções, mas se isso acontece, ou não, Riedel trata do assunto somente na cerimônia de amanhã.

Desde que venceu a eleição no segundo turno, dia 30 de outubro, nomes de prováveis secretários de Riedel têm circulado pela mídia estadual, contudo, alguns deles podem não aparecer no anúncio do novo governador.

José Carlos Barbosa, o Barbosinha, do PP, deputado estadual, por exemplo, que concorreu como vice-governador na chapa de Riedel, é um dos nomes que pode não aparecer na relação do secretariado do tucano.

Barbosinha, segundo próximos dos grandões do PSDB, seria nome certo numa das secretarias. Contudo, o vice eleito jura aos aliados que não é intenção dele a de atuar no governo como secretário, cargo que já exerceu no primeiro mandato do governador Reinaldo Azambuja. 

O vice foi chefe da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Barbosinha dizia que não é plano seu retornar a alguma secretaria até uma semana atrás.

Outro que teria facilidade em permanecer secretário é Jaime Verruck, atual comandante da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
Pelo governador eleito, Verruck seguiria no cargo. Ocorre que o próprio secretário anunciou também aos próximos que tem outro projeto para o ano que vem.

Um dos primeiros nomes que despontou como provável secretário de Riedel foi o do deputado federal eleito Geraldo Resende, também do PSDB. Mas essa ideia foi se embora logo. Resende, já há pelo menos 15 dias descartou a hipótese de chefiar outra vez a secretaria estadual de Saúde. Ele disse que foi eleito deputado federal e para "Brasília que vai", conforme disse ao Correio do Estado.

O nome de Sérgio de Paula, o secretário da Casa Civil do governo de Azambuja, também, assim que Riedel venceu, surgiu como um dos favoritos a continuar no governo. Contudo, a possibilidade foi logo se desfazendo ao ponto de o próprio Sérgio anunciar que não segue no governo.

INFLUÊNCIA DE AZAMBUJA  

Reinaldo Azambuja, em agenda oficial na manhã desta segunda-feira (12) em Campo Grande, comentou sobre as escolhas do governador eleito, mas deixou a entender que "não deve influenciar" nas indicações.

"Conversamos de manhã, conversamos à tarde falamos à noite para a troca de algumas experiências, algumas informações, mas a escolha é do Eduardo", afirmou o governador, cujo segundo mandato expira dia 31. (Colaborou Naiara Camargo). 

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