Política

REPRESENTATIVIDADE

MS terá Soraya, Rodolfo e Pollon em CPMI e em CPI no Congresso Nacional

A senadora foi indicada pelo União Brasil para participar da CPMI dos Atos Antidemocráticos e os dois deputados foram indicados pelo PL para a CPI do MST

Mato Grosso do Sul terá três representantes em duas importantes comissões parlamentares de inquérito no Congresso Nacional: a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Trata-se da senadora Soraya Thronicke (União-MS), que foi indicada pelo partido para a CPMI dos Atos Antidemocráticos, e dos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Marcos Pollon (PL-MS), que foram indicados pela legenda como suplentes para a CPI do MST.

No caso da senadora sul-mato-grossense, a sua assessoria de imprensa confirmou ao Correio do Estado que o União Brasil a indicou para integrar como titular a CPMI dos Atos Antidemocráticos e, até o momento, é a única entre os 11 parlamentares sul-mato-grossenses a compor essa comissão.

A escolha de Soraya Thronicke é um reconhecimento do União Brasil pelo fato de a parlamentar ter chegado a propor a CPI dos Atos Antidemocráticos no Senado. Ela chegou a obter 42 assinaturas em janeiro deste ano para instalar a CPI, mas o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acabou “barrando” a abertura por orientação da base do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Fui a primeira parlamentar a entrar com requerimento de instalação de CPI para investigar os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro deste ano. Após o imbróglio em relação ao meu requerimento, assinei o pedido de CPMI, que ocorre em conjunto com a Câmara dos Deputados, pois o que importa realmente é que seja feita uma investigação séria, sem paixões político-ideológicas, com toda a responsabilidade que o caso requer. Essa CPMI é da democracia brasileira”, disse a senadora ao Correio do Estado.

MST

No caso dos deputados federais Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, a confirmação da indicação deles pelo PL para fazer parte da CPI do MST foi confirmada pelo jornal O Globo.

Em documento interno obtido pelo jornal, a sigla, liderada por Valdemar Costa Neto, negocia para que cinco integrantes ocupem as vagas titulares do colegiado que vai tratar sobre as ocupações promovidas pelos sem-terra no início do governo Lula. 

Os nomes são Ricardo Salles (SP), Carol de Toni (SC), Delegado Éder Mauro (PA), Domingos Sávio (MG) e Capitão Alden (BA). Gustavo Gayer (GO), Rodolfo Nogueira (MS) e Marcos Pollon (MS) aparecem na suplência.

Outros deputados solicitaram para participar do colegiado, mas aguardam aprovação do líder da bancada Altineu Côrtes — entre eles Carla Zambelli (SP), Júlia Zanatta (SC) e Zé Trovão (SC).

Ainda não há definição sobre o relator e o presidente da CPI. A expectativa da sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro é de que Salles seja o relator da CPI do MST, que ainda não tem prazo para ser instalada — a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) tem procurado líderes de partidos para que indiquem nomes ligados à bancada ruralista.

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