Política

Política

Câmara adia para agosto instalação da comissão da PEC da Anistia

A instalação estava marcada para a tarde desta quarta-feira (12), mas acabou não ocorrendo devido à realização, no mesmo horário, de sessão do Congresso Nacional para análise de vetos presidenciais

FOLHAPRESS

12/07/2023 - 15h02

A Câmara dos Deputados adiou para o início de agosto a instalação da comissão especial que irá analisar a PEC da Anistia, proposta que visa conceder o maior perdão da história a partidos políticos.

A instalação estava marcada para a tarde desta quarta-feira (12), mas acabou não ocorrendo devido à realização, no mesmo horário, de sessão do Congresso Nacional para análise de vetos presidenciais.

Dezenove parlamentares --a presença mínima exigida era 18-- chegaram a registrar presença na comissão, que deve ser presidida pelo deputado Diego Coronel (PSD-BA) e relatada por Antonio Carlos Rodrigues (SP), do PL de Jair Bolsonaro.

A proposta de emenda à Constituição da Anistia é apoiada pela quase totalidade dos partidos.
A comissão especial terá prazo de até 40 sessões para discussão do tema.

Essa é a última fase antes da votação em plenário. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio mínimo de 60% dos parlamentares (308 de 513 na Câmara e 49 de 81 no Senado), em dois turnos de votação em cada Casa. Caso isso ocorra, ela é promulgada e passa a valer, não havendo possibilidade de veto do Poder Executivo.

Nos bastidores, integrantes das cúpulas dos partidos discutem propostas para amenizar o texto e tentar diminuir a repercussão negativa da medida.

A PEC tem, por enquanto, apenas três artigos.

O primeiro estende para a disputa de outubro de 2022 a anistia aos partidos que não cumpriram a cota mínima de repasse de recursos públicos a mulheres e negros.

Em abril de 2022, o Congresso já havia aprovado e promulgado uma PEC anistiando as legendas pelo não cumprimento das cotas nas eleições anteriores.

O segundo artigo estabelece que “não incidirão sanções de qualquer natureza, inclusive de devolução e recolhimento de valores, multa ou suspensão do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, nas prestações de contas de exercício financeiro e eleitorais dos partidos políticos que se derem anteriormente à promulgação desta alteração de emenda constitucional”.

Ou seja, uma vez aprovada a PEC, ficariam praticamente inócuas as análises pela Justiça Eleitoral das contas dos partidos relativas à aplicação do dinheiro público.

O terceiro artigo da PEC permite que os partidos voltem a receber dinheiro empresarial “para quitar dívidas com fornecedores contraídas ou assumidas até agosto de 2015”, época em que o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o financiamento de empresas a partidos e candidatos.


Assine o Correio do Estado

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

master paraguaio

Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai

Pedido está sendo feito depois do escândalo financeiro que fechou o Ueno Bank e afetou 3 milhões de correntistas. Peña era acionista do banco

05/11/2026 06h55

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).