O presidente francês Emmanuel Macron declinou do convite para se juntar a líderes de Estado dos países amazônicos na Cúpula da Amazônia, que começou nesta terça-feira, 8, em Belém, no Pará. No entanto, reforçou, em uma rede social, sua posição sobre a conservação da floresta e o estabelecimento de barreiras comerciais que, por exemplo, travam o acordo União Europeia-Mercosul e desagradam ao governo brasileiro.
Macron utilizou a rede para escrever que "as florestas são absolutamente essenciais na luta contra o aquecimento global e a perda de biodiversidade. Mas somente em 2022, cerca de quatro milhões de hectares de floresta tropical primária foram perdidos".
De acordo com ele, a França foi, de fato, "uma força motriz por trás da decisão histórica da União Europeia de não mais contribuir para o desmatamento importado" - o que significa deixar de comprar produtos de países que ao produzi-los causam desmatamento.
Em abril deste ano, a União Europeia aprovou uma lei que proíbe os países do bloco de comprarem produtos que resultam da destruição do meio ambiente. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, por sua vez, foi firmado em junho de 2019, depois de duas décadas de negociação.
A ratificação do texto e a implementação do acordo ficaram congeladas durante o governo Jair Bolsonaro. Durante esse período, o bloco apresentou uma carta adicional com exigências ambientais para o pacto ser firmado.
Apesar do destravamento das negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou o que chamou de "ameaça" da UE. Em junho, ao discursar na cúpula do Novo Pacto Financeiro Global, ao lado de Macron, o presidente brasileiro afirmou que gostaria de assinar o acordo, mas as exigências da carta - que transformam em obrigação metas estabelecidas de forma autônoma pelo Brasil - estão travando a conclusão.
"Estou doido para fazer o acordo com a União Europeia, mas não é possível, a carta adicional não permite que se faça um acordo. Não é possível a gente ter uma parceria estratégica e fazer uma carta fazendo ameaça a um parceiro estratégico", afirmou Lula.
Nesta terça-feira, em sua rede social, Macron afirmou que vem promovendo um modelo com países africanos que concilia a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico "pagando pelos serviços que países com florestas e suas populações fornecem ao resto do mundo". Segundo ele, esse é o modelo que será levado à COP-28, em novembro.
Após dizer que a França promoverá o modelo adotado em países africanos na COP -28, Macron conclui que "até lá, façamos o possível para proteger essas reservas vitais de carbono e biodiversidade no interesse dos países com florestas, de suas populações e do mundo inteiro".
Política
Travado
Ausente da Cúpula da Amazônia, Macron reforça barreira que trava acordo com o Mercosul
Em abril deste ano, a União Europeia aprovou uma lei que proíbe os países do bloco de comprarem produtos que resultam da destruição do meio ambiente.
mato grosso do sul
Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado
O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições
05/11/2026 08h00
Compartilhar
Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor
master paraguaio
Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai
Pedido está sendo feito depois do escândalo financeiro que fechou o Ueno Bank e afetou 3 milhões de correntistas. Peña era acionista do banco
05/11/2026 06h55
Compartilhar
Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES