Em meio ao embate com alas do Partido dos Trabalhadores (PT) que são contra a sua candidatura à prefeitura de Campo Grande, a pré-candidata à prefeita da capital de Mato Grosso do Sul, deputada federal Camila Jara, disse que está disposta a conversar com outros partidos para ampliar as alianças.
Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (19), ela aproveitou para fazer um convite público aos partidos PSB e PDT para coligar com o PT, que já deverá caminhar junto com os integrantes da federação: PV e PCdoB.
“Estamos negociando para ampliar o arco de alianças, e fica o convite para que PSB e PDT venham com a gente”, disse Camila Jara ao ser perguntada pelo Correio do Estado, sobre a disposição em fazer alianças.
O racha no Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul é justamente por causa de uma aliança. O ala do PT ligada ao deputado federal Vander Loubet e ao deputado estadual e ex-governador Zeca do PT, defende que o partido não lance candidata à prefeita de Campo Grande, e apoie a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) na disputa.
Rose Modesto atualmente ocupa cargo na administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no governo federal. Ela está a frente da Superintendência para o Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Sudeco).
A visão do grupo de Zeca e Vander, é de que o partido deve recuar em Campo Grande, privilegiar a base aliada do governo Lula ao apoiar Rose, e atrair mais eleitores de centro. Na visão pragmática dos parlamentares, o PT poderia ter êxito ao se aproximar de grupos numerosos como evangélicos e pessoas convervadoras, que não se alinham à extrema direita.
Para fora da bolha?
Perguntada sobre a estratégia de furar a bolha do debate pré-eleitoral, Camila Jara disse que não tem focado em temas rotulados, como esquerda e direita.
“Se esquecem de debater a dor que a gente tá vivenciando no dia-dia. Uma pessoa diagnóstica com uma doença, por exemplo, não consegue ter o diagnóstico concretizado, e a resolução deste problema não trata de esquerda, direita ou bolha. Estamos falando de um cidadão que não consegue um retorno de um serviço”, afirmou.
“Quando a gente fala de um transporte público eficiente, a gente fala da segurança de quem anda de carro, e Campo Grande tem um trânsito violento”, explica. “Por isso, nosso debate é concentrado na dor que as pessoas sofrem no dia-dia”, complementou.