Política

ELEIÇÕES 2026

Nelsinho sustenta reeleição mesmo que seja "removido" da aliança entre PP e PL

O senador acredita que ainda falta muito tempo para a definição de chapas para 2026 e muita coisa pode acontecer

Após as cúpulas do PP e do PL, leia-se governador Eduardo Riedel, senadora Tereza Cristina e ex-governador Reinaldo Azambuja, terem praticamente excluído a possibilidade de o senador Nelsinho Trad (PSD) ocupar a segunda vaga ao Senado no pleito do próximo ano, o Correio do Estado procurou o parlamentar para saber se, caso seja confirmado que ele está fora dos planos da aliança da direita, ainda tentará a reeleição e a resposta foi sim.

Ele descartou a possibilidade de abrir mão da candidatura à reeleição caso não possa ser o escolhido para fazer dobradinha com Azambuja ao Senado em 2026 e, dessa forma, tentar uma vaga para a Câmara dos Deputados.

“Sou candidato a senador”, respondeu à reportagem, descartando qualquer chance de desistir de concorrer à reeleição ao atual cargo para buscar uma cadeira na câmara baixa do Congresso Nacional. No entanto, o senador não acredita que PP e PL devem definir quem fará a dobradinha com Azambuja na disputa pelo Senado antes de abril do próximo ano.

“Penso que essa decisão deve ocorrer mais adiante, até pelos envolvidos diretamente, pois temos bons quadros que apresentam muitas virtudes. Penso que muita água ainda vai rolar por debaixo dessa ponte e que o plano da conjuntura nacional vai ser outro ingrediente a ser medido e certamente terá peso”, afirmou.

Perguntando se, nesse sentido, ainda há uma luz no fim do túnel para fechar a parceria com o ex-governador no pleito pelas duas vagas à câmara alta do Congresso Nacional, Nelsinho se mostrou otimista. 
“Para mim, não tem ninguém no escuro.

Todos têm boas chances. Entretanto, temos que entender que tudo isso precisa combinar também com povo que no fim é quem decidirá os dois eleitos”, argumentou.

REUNIÃO

No domingo, o governador Riedel reuniu-se com a senadora Tereza e com o ex-governador Azambuja para tratar sobre o nome do segundo pré-candidato ao Senado na chapa da direita no pleito do próximo ano.

O Correio do Estado apurou com interlocutores das três principais figuras políticas sul-mato-grossenses que o nome da aliança para fazer “dobradinha” com Azambuja na disputa pelas duas vagas para senadores da República nas eleições do próximo ano no Estado ainda não está definido, porém, os mais cotados são o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB).

No entanto, conforme informações obtidas pela reportagem, Capitão Contar terá de migrar para o PL ou para o PP para compor a chapa da direita.

Ainda há a possibilidade de um quarto nome, caso as pesquisas qualitativas e quantitativas que serão encomendas pelas lideranças dos dois partidos apontarem alguma surpresa quanto aos eleitores, como, por exemplo, o da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), ou outro que possa surgir.

O que teria sido combinado na reunião fechada realizada ontem na casa do governador é que o arco de partidos que formarão a aliança para trabalhar pela reeleição de Riedel terá de atuar forte também para eleger dois senadores, um será Azambuja, enquanto o outro será o que tiver melhor desempenho nas pesquisas, pois o grupo já sabe que terá pela frente, bem provavelmente, a pré-candidatura da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), com o apoio maciço do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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