Política

PREPARATIVOS PARA AS ELEIÇÕES

ALERTA: eleitor pode baixar ou atualizar e-Título apenas até sábado

Aplicativo pode ser usado como documento oficial para eleitor se identificar com mesários

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Há dois dias do primeiro turno das Eleições Gerais, que será realizada no próximo domingo (02), a Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul alerta que o aplicativo E-título ficará disponível para download apenas até sábado (01). 

O eleitor que deixar para última hora não conseguirá instalar ou atualizar o aplicativo e, só poderá usar o e-Título para se identificar ao mesário no ato da votação quem tiver a foto cadastrada no aplicativo. 

De acordo com o Superior Tribunal Eleitoral (STF), a determinação também será válida para um eventual segundo turno. Isto é, quem for votar só poderá baixar ou atualizar o aplicativo até o dia 29 de outubro, já que o pleito será realizado no dia 30.

Além do eleitor poder usar o aplicativo como documento oficial com foto para identificação, por ele é possível consultar o local de votação, com zona e seção, além de receber informações oficiais sobre as eleições e sobre o processo de votação e apuração dos votos. 

Para ter acesso ao aplicativo basta acessar a loja de aplicativos do seu celular, buscar pelo e-Título e baixar dando as devidas permissões. 

Após instalado, é preciso abrir e responder algumas perguntas básicas conforme as respostas que foram cadastradas pelo eleitor no ato de emitir o título pela primeira vez. 

Após a etapa de verificação, é preciso criar uma senha forte com letra maiúscula, pontos e números. A senha precisa ser confirmada em dois fatores, ou seja, precisa ser repetida conforme a cadastrada anteriormente. 

Quando fizer o login, o eleitor consegue ter acesso à diversas informações oficiais da Justiça Eleitoral, além de poder consultar o lugar onde deve se dirigir para votar.

Caso o votante não conseguir ter acesso ao e-Título, é possível usar qualquer documento oficial com foto para se identificar, como RG, CNH, passaporte, carteira profissional, desde que reconhecida por lei, entre outros documentos que são aceitos como oficiais.

O aplicativo do e-Título está disponível nas lojas virtuais do sistema Android e iOS. 

 

IPR/Correio do Estado

Azambuja e Contar abrem vantagem na disputa pelo Senado em MS, indica pesquisa

Às vésperas da eleição, ex-governador tem 35,5% dos votos válidos e ex-deputado, 31,19%

02/10/2026 06h20

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) devem ser os candidatos eleitos para ocuparem as duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado.

De acordo com a última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo, Azambuja registrou 35,35%, enquanto Contar teve 31,19%, considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) apareceu bem atrás de ambos, com 12,95%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 11,25%, por Beto do Movimento (PSOL), com 3,21%, pelo advogado Roberto Oshiro (Novo), com 2,55%, por Daniel Junior (Agir), com 1,70%, por Valter da Comagran (PRD), com 0,85%, e por Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO), com 0,47% cada.

Os porcentuais foram calculados sobre as indicações de candidatos registradas na soma do primeiro e do segundo voto da pesquisa estimulada. Portanto, representam a participação de cada nome no total de escolhas válidas e não o porcentual de entrevistados que o citou.

A diferença entre Azambuja e Contar nesse recorte é de 4,16 pontos porcentuais (p.p.). O desempenho dos dois, entretanto, varia conforme a ordem da escolha apresentada pelo entrevistado.

Na primeira opção estimulada, considerando a totalidade da amostra, Contar teve 27,93% e Azambuja 24,23%, enquanto na segunda Azambuja registrou 23,47%, enquanto Contar apareceu com 14,16%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 77,81% dos entrevistados estão indecisos no primeiro voto, enquanto na segunda escolha esse porcentual chega a 85,08%.

Mesmo com a apresentação dos candidatos, a indefinição permanece: 19,90% estão indecisos na primeira opção. Na segunda, as duas categorias de indecisão discriminadas pelo relatório somam 28,70%.

Com relação à rejeição, Capitão Contar apresentou o maior índice, com 8,93% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Soraya Thronicke registrou 8,67%, seguida por Vander Loubet, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 2,17%.

Beto do Movimento teve rejeição de 0,89%, enquanto Roberto Oshiro registrou 0,51%. Daniel Junior, Luiz Lemes, Valter da Comagran e Valderi Garcia apareceram com 0,26% cada.

Outros 52,68% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 8,55% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 6,12% e as respostas de branco ou nulo representaram 2,30%.

O levantamento ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026. A margem de erro informada para a pesquisa é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

ANÁLISE

“O comportamento entre as duas escolhas é um dos principais pontos do levantamento. Capitão Contar concentra porcentual maior como primeira opção, enquanto Reinaldo Azambuja amplia sua participação entre os segundos votos”, explicou o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa.

Segundo ele, a análise da disputa exige atenção às duas indicações, já que o eleitor pode ter uma escolha consolidada e ainda não ter definido a outra.

“É no Senado que permanece um espaço mais amplo para definição das duas escolhas. O eleitor pode ter definido um candidato e ainda não ter decidido em quem dará o segundo voto”, afirmou.

“A eleição de 2026 renovará duas das três cadeiras de cada Estado no Senado. Assim, a distribuição do segundo voto pode ter peso importante na configuração da disputa”, analisou Aruaque.

Para o diretor, esse contingente mantém possibilidades de mudança até a votação. “Quanto maior esse contingente, maior a possibilidade de alteração na distribuição das intenções de voto até o momento da eleição”, ressalta.

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

Eleições 2026

Riedel tem 66,84% dos votos válidos e vence no 1º turno, diz pesquisa

Pesquisa IPR/Correio do Estado indica vitória de Eduardo Riedel no 1º turno

02/10/2026 06h20

Eduardo Riedel e Fábio Trad

Eduardo Riedel e Fábio Trad

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A última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo aponta a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) no primeiro turno.

Conforme o levantamento, realizado de 26 a 30 de setembro, Riedel obteve 66,84% dos votos válidos, enquanto o seu principal adversário, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) somou 18,78%. 

O cálculo exclui as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos. Dessa forma, a diferença entre Riedel e Fábio Trad é de 48,06 pontos porcentuais (p.p.).

Ainda nesse recorte, o senador Delcídio do Amaral (PRD) registrou 6,43%, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 4,23%, pelo produtor rural Lucien Rezende (PSOL), com 2,20%, pelo jornalista Jeferson Bezerra (Agir), com 0,68%, pelo indígena Daniel Lemes (PCO), com 0,51%, e pelo economista Renato Gomes (DC), com 0,34%.

No cenário estimulado, considerando todos os entrevistados, Riedel alcançou 50,38%, enquanto Fábio Trad registrou 14,16%; os indecisos representam 17,09%, e os votos brancos e nulos, 7,53%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Riedel foi mencionado por 22,19%, seguido por Fábio Trad, com 4,08%, João Henrique Catan, com 0,51%, e Delcídio do Amaral, com 0,26%; os eleitores indecisos somaram 69,90%, enquanto os votos brancos e nulos representaram 2,81%.

Já com relação à rejeição, Fábio Trad apresentou o maior índice entre os candidatos ao Governo, com 15,31% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.


Em seguida aparecem Delcídio do Amaral, com 5,74%, Riedel, com 4,34%, Lucien Rezende, com 1,40%, e Jeferson Bezerra, com 1,15%.

Depois aparecem João Henrique Catan e Daniel Lemes, com 0,89% cada, e Renato Gomes, com 0,38%.

A maioria dos entrevistados, 52,42%, afirmou não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 9,44% disseram rejeitar todos; que outros 6,38% estavam indecisos e 1,66% respondeu branco ou nulo.

O IPR entrevistou 784 pessoas em Mato Grosso do Sul. A margem de erro informada para o levantamento é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%; a pesquisa estadual está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, um dos principais aspectos do levantamento é a diferença entre a escolha feita com a apresentação dos nomes e aquela manifestada espontaneamente.

“O contraste com a pesquisa espontânea é expressivo. Sem que os nomes sejam apresentados, 69,9% dos entrevistados dizem estar indecisos. Riedel é citado espontaneamente por 22,2% e Fábio Trad por 4,1%”, afirmou.

Segundo Aruaque, esse comportamento revela que parte expressiva dos entrevistados manifesta preferência somente ao ter contato com as alternativas apresentadas pela pesquisa.

“Enquanto Riedel apresenta maior presença espontânea entre os nomes testados, grande parte do eleitorado ainda depende da apresentação das alternativas para indicar uma preferência”, analisou.
O diretor ressalta que os votos válidos permitem observar a distribuição das escolhas entre os eleitores que indicaram candidato, mas não antecipam o desfecho da disputa.

“A análise dos votos válidos ajuda a mostrar como estão distribuídas, neste momento, as preferências dos eleitores que efetivamente indicaram algum candidato. O cálculo, porém, não deve ser interpretado como previsão do resultado da eleição”, pondera.

Na avaliação dele, a indefinição permanece relevante nesta reta final. 

Eduardo Riedel e Fábio Trad

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