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CRISE

Após saída, Mandetta elogia trabalho técnico de Sergio Moro

Sul-mato-grossense foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada
24/04/2020 11:56 - Daiany Albuquerque


 

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) publicou uma mensagem de apoio ao ex-ministro Sergio Moro, que pediu demissão do cargo de ministro da Justiça nesta sexta-feira (24) e fez graves acusações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em mensagem publicada no Twiiter, Mandetta afirmou: “O trabalho realizado sempre foi técnico. Durante a epidemia trabalhamos mais próximos, sempre pensando no bem comum. Parabéns pelo trabalho ministro Sérgio Moro. O país agradece! Outras lutas virão”.

Diferente de Moro, que optou por pedir demissão durante coletiva de imprensa após não concordar com a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Mandetta preferiu esperar que o presidente o demitisse do cargo, com a alegação de que “médico não abandona paciente”.

A demissão do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Leite Valeixo foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. De acordo com o texto, a exoneração teria acontecido “a pedido”, entretanto, Moro negou que isso tivesse acontecido e também afirmou que não assinou o documento, apesar de seu nome constar na publicação. 

Segundo o ministro, a troca de Valeixo, sem justificativa, significaria interferência política, o que teria sido confirmado pelo presidente, durante conversa com Moro. 

“Pra mim essa é uma sinalização que o presidente me quer fora do cargo, tive outras divergências durante a minha permanência aqui, mas essas divergências ficam para outra ocasião, eu não tinha como aceitar essa decisão, respeito a lei e o Estado de Direito”, disse o ex-ministro.

Felpuda


Candidato a prefeito em cidade do interior tremeu que só nas bases diante da decisão que tirou a corda do pescoço de adversário, liberando o dito-cujo para disputar a eleição.

Como acreditava que o pleito seria “um passeio”, estava até pensando no modelito que usaria no dia da posse.

Agora, teme nadar, nadar e morrer na beira da praia, deixando o terno pendurado no cabide.