Política

Petrobras

Delcídio é acusado de ignorar alerta de advogados e causar prejuízo

Delcídio é acusado de ignorar alerta de advogados e causar prejuízo

DA REDAÇÃO

12/04/2014 - 00h00
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O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pré-candidato a governador, foi acusado de ignorar alertas do departamento jurídico da Petrobras, quando era diretor de Gás e Energia, ao autorizar o gerente executivo Nestor Cerveró a assinar instrumentos contratuais com a Alston — empresa suspeita de formar cartel em licitações do Metrô de São Paulo — para fornecimento e manutenção de turbinas de termelétricas. O jurídico da estatal advertiu Delcídio do risco de prejuízo nos negócios. As informações estão publicadas no jornal Correio do Estado deste sábado.

Conforme a publicação, a Petrobrás realizou a compra, em 2001, de turbinas da Alstom, para a termelétrica de Nova Piratininga (SP), no valor de US$ 49,7 milhões, dentro do programa emergencial do governo de Fernando Henrique Cardoso, pois a oferta de energia estava escassa. Na época, os advogados da estatal listaram 22 problemas nos termos do contrato que poderiam causar prejuízos.

O resumo executivo, que orientou a compra, foi assinado por Delcídio do Amaral, na época diretor da área de Gás e Energia da Petrobras, e hoje senador pelo PT-MS. Ele autorizava o então gerente executivo de Energia, Nestor Cerveró, a assinar os instrumentos contratuais em nome da Petrobras.

Procurada, a Petrobras declarou que os alertas do setor jurídico não foram considerados pertinentes pela área técnica especializada em turbogeradores. Disse também que a cláusula que garante à Alstom a revisão unilateral de garantias é comum para equipamentos do tipo.

A Alstom manifestou repúdio às insinuações de irregularidades e afirmou que entregou o que estava previsto em contrato. Delcídio disse que o contrato assinado segue o padrão de garantia de assistência técnica e manutenção aceito por todos os compradores e que não suscitava riscos. Segundo o senador, independentemente de governos, a Petrobras sempre preservou a legalidade dos contratos.

Como o juiz Wagner Mansur Saad, 12ª Vara Cível, proibiu o Correio do Estado de publicar matéria vinculando Delcídio com Cerveró sem citar a fonte de informação. A fonte é numerosa. O Jornal Nacional, da Rede Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Portal Uol, Blogs — Ricardo Noblat e Josias de Souza —, além de outros órgãos de imprensa do Brasil.

ELEIÇÕES 2026

Eleições de 2026: Veja as principais datas para eleitores, partidos e candidatos

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais

02/01/2026 19h00

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais Reprodução / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que ao menos 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. Nesse dia, o eleitor vai às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O segundo turno está previsto para 25 de outubro e pode ocorrer para a escolha dos chefes dos Executivos federal e estaduais.

Regularização do título

Quem ainda não tirou o primeiro título ou precisa resolver pendências com a Justiça Eleitoral tem prazo até 6 de maio de 2026. O procedimento pode ser feito pela internet, nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais, sem necessidade de comparecimento presencial na maioria dos casos.

Desincompatibilização

Antes de a campanha ganhar as ruas, a regra obriga ocupantes de cargos no Executivo que desejam concorrer a outra função a deixar o posto até seis meses antes da eleição. Na prática, isso antecipa o início da corrida eleitoral para abril de 2026, quando pré-candidaturas deixam o campo da especulação e passam a se materializar.

A partir desse prazo, governadores, ministros e secretários interessados em disputar novos cargos precisam formalizar o afastamento, tornando pública uma decisão que, até então, costuma ser tratada nos bastidores. É o momento em que o xadrez político começa a se organizar com mais clareza.

Janela partidária

Deputados federais, estaduais e distritais terão um período específico para trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A chamada janela partidária ocorre entre março e abril, funcionando como um termômetro das forças políticas e das estratégias para a eleição seguinte.

Convenções partidárias

Para concorrer, é obrigatório estar filiado a um partido e ter o nome aprovado em convenção. As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, etapa em que as siglas oficializam candidaturas e fecham alianças.

Registro de candidaturas

Concluídas as convenções, os partidos e federações têm até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos que vão disputar o pleito.

Início da campanha

A propaganda eleitoral estará liberada a partir de 16 de agosto de 2026, tanto nas ruas quanto no ambiente digital. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa 35 dias antes da antevéspera da eleição, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.

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Política

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro a cargo de escrivão

Filho do ex-presidente teve mandato parlamentar cassado

02/01/2026 13h30

Foto: Agência Brasil

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A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, carreira da qual estava afastado para exercer o cargo de deputado federal. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está foragido em território norte-americano.

Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo Bolsonaro teve seu último mandato cassado no dia 18 de dezembro por não ter comparecido às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.

Como não ocupa mais o cargo de deputado, ele deverá retornar à Polícia Federal.

O ato declaratório da corporação foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2) e determina “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”. 

Fuga para os EUA

Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar.

A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.

Em setembro, Motta rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, argumentando que não há possibilidade de exercer o mandato parlamentar estando ausente do território nacional.

Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.

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