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Em novo limpa, Adriane Lopes demite jornalista fã de Bolsonaro

Demissão acontece menos de uma semana após a desistência do PL em apoiar a reeleição da Prefeita da Capital

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), exonerou mais 19 servidores na última segunda-feira (1º), sete deles de seu gabinete. Além disso, desligou outros dois por meio de revogação de decreto. A jornalista bolsonarista de carteirinha, Juliana Gaioso Pontes, foi uma das exoneradas.

A demissão acontece logo após Adriane perder o apoio do Partido Liberal (PL) e do ex-presidente, Jair Bolsonaro, para as Eleições Municipais de 2024, que acontecem em outubro.

Juliana Gaioso Pontes é ex-assessora da senadora Soraya Thronicke (Podemos), e ficou conhecida pela foto segurando uma arma em uma mão e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida na outra, utilizada em sua campanha para o cargo de vereadora, nas Eleições Municipais de 2020.

Em 2022, ela tentou se eleger novamente, dessa vez ao cargo de deputado federal nas Eleições Majoritárias de 2024, mas não foi eleita, recebendo apenas 2.042 votos.

Em dezembro do ano passado, a jornalista foi uma das investigadas pela Polícia Federal na operação contra apoiadores do ex-presidente, Jair Bolsonaro, que teriam ajudado a financiar os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2022, que ficou marcado pela invasão de eleitores do presidente derrotado nas urnas aos Três Poderes, causando danos ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em janeiro, Juliane foi nomeada para o cargo de assessora executiva I, nível DCA-2, no Gabinete da Prefeita, assumindo o cargo que antes era ocupado pelo ex-vereador Marcos Alex Azevedo Melo, que à época havia sido promovido a outra função, mas que também foi exonerado nesta segunda-feira.

Marcos Alex Azevedo Melo

Antes conhecido como "Alex do PT", o até então Assessor Especial, símbolo DCA-1, do Gabinete da Prefeita, também foi exonerado na lista publicada na edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de segunda-feira (1º).

Com a proximidade das eleições, que acontecem em três meses, a demissão pode ser estratégica, para que Alex trabalhe na campanha eleitoral que busca a reeleição de Adriane Lopes.

Demais exonerações

Também foram demitidos do Gabinete da Prefeita, através de exoneração:

  • Diogo Gonçalves Vieira, que ocupava cargo em comissão de Assessor-Chefe, símbolo DCA-4;
  • Gilberto Gomes da Silva, que ocupava o cargo de Assessor Governamental IV, símbolo DCA-9;
  • Antônio de Jesus Charupá Mancio, que ocupava cargo em comissão de Gestor de Processo, símbolo DCA-8;
  • Antonio Marcos Bogarim, que ocupava cargo em comissão de Gestor de Projeto, símbolo DCA-6;
  • Paulo Alves Lunguinho, que ocupava cargo em comissão de Gestor de Processo, símbolo DCA-8;
  • Paulo Moura Rodovalho de Alencar, que ocupava cargo em comissão de Gestor de Processo, símbolo DCA-8;
  • Joelson Farias Feliciano, que ocupava cargo em comissão de Gestor de Processo, símbolo DCA-8.

Outros servidores também foram desligados, através de revogação de decreto:

  • Maria Angelica Fontanari de Carvalho e Silva, que desempenhava a Função de Atividades de Assistência e Assessoramento Superior, símbolo FAS-01;
  • Osael Pedrozo de Almeida, que desempenhava a Função de Confiança de Supervisor Executivo, símbolo FC-1

Série de exonerações

Desde o fim de maio, a Prefeitura Municipal tem feito um esvaziamento do gabinete, movimento que pode ser interpretado como necessidade de organizar a campanha para o pleito eleitoral, que acontece em outubro.

No dia 14 de maio, outras 10 exonerações vieram à tona. Entre os exonerados, três foram renomeados em seguida para a Fundação Social do Trabalho do município, todos com o cargo em comissão de Assessor Governamental IV, símbolo DCA-9.

Entre as edições extras de 22 de maio, 6 e 10 de junho, outros 19 foram desligados. No entanto, 15 saíram direto do Gabinete da Prefeita para a Fundação Municipal de Esportes.

Colaborou: Leo Ribeiro

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Bolsonaro diz que evita passar perto de embaixadas para não ser acusado de tentar fugir

Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

02/04/2025 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Tânia Rêgo, Agência Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã desta quarta-feira, 2, que considera a possibilidade de ser preso preventivamente. Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

Bolsonaro falou sobre um pedido de prisão preventiva feita por vereadora do PT e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisasse o caso. O Ministério Público emitiu parecer contrário à prisão nesta quarta-feira, 2.

Os autores do pedido de prisão enviado ao STF são a vereadora do Recife Liana Cristina (PT) e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentam que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana no último dia 16. O pedido de análise da PGR é uma praxe da Corte.

Durante a entrevista, Bolsonaro, se defendeu e afirmou que não está provocando nada contra si mesmo: "Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria".

Perguntado sobre se acredita que existe a possibilidade de que ele seja preso em decorrência do pedido enviado à Suprema Corte, o ex-presidente confirmou. "Existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica", afirmou, mencionando ter recebido cartas de pessoas presas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que chama de "presos políticos", para ilustrar o suposto risco jurídico. Ele reforçou não ter incentivado os ataques à Praça dos Três Poderes.

Em decisão do STF da semana passada, o ex-presidente e sete de seus aliados próximos se tornaram réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles vão responder por cinco crimes, que incluem organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

 

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Daniel Júnior derrota candidato a reeleição e é novo presidente da União dos Vereadores

Disputa passou por polêmicas com denúncias envolvendo o candidato que estava a frente do comando há 12 anos e buscava a reeleição

02/04/2025 18h33

Daniel Júnior é o novo presidente da União da Câmara dos Vereadores

Daniel Júnior é o novo presidente da União da Câmara dos Vereadores Foto: Divulgação

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O vereador de Dourados, Daniel Júnior (PP), foi eleito o novo presidente da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCVMS). O vereador Junior Coringa, do MDB de Campo Grande, é o vice.

Daniel Júnior derrotou o atual presidente Jeovane Vieira dos Santos, de Jateí, que buscava a reeleição após 12 anos a frente da UCVMS.

A eleição foi nesta quarta-feira (2) e o resultado foi divulgado no início da noite. Participaram da eleição vereadores de 31 das 79 Câmaras Municipais do Estado

O Correio do Estado tentou contato com o presidente eleito, mas ele não pôde atender até a publicação desta reportagem.

O pleito foi marcado por algumas polêmicas e Daniel tinha o apoio de diversos políticos do Estado, incluindo do ninho tucano, que declarou apoio a ele e não ao rival, que era do partido.

Conforme reportagem do Correio do Estado, os três maiores partidos de Mato Grosso do Sul – comandados pela senadora Tereza Cristina (PP), pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e pelo ex-governador André Puccinelli (MDB) – uniram forças para tentar derrotar Santos.

Isto porque o atual presidente da UCVMS está à frente da entidade há mais de 10 anos e, caso fosse reeleito, poderia completar 16 anos no comando.

Ainda do lado de Daniel Junior estavam o governador Eduardo Riedel (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o deputado estadual Gerson Claro (PP).

Polêmicas

Além de buscar a renovação no comando da UCVMS, a força-tarefa política também buscava pôr fim ao mandato do atual presidente, que virou réu na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos por possíveis irregularidades na prestação de contas da entidade relativa a 2021 e também é condenado a mais de 15 anos de prisão pela 1ª Vara Federal de Naviraí pelo crime de peculato.

Na ação em que ele é réu, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa aceitou uma denúncia feita pelo promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Júnior pedindo o ressarcimento aos cofres da UCVMS do valor de 
R$ 164.164,81, que deverá ser corrigido até a sentença final pelos índices oficiais e devidamente atualizado.

Já com relação à condenação Santos pegou uma pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelo crime de peculato, conforme a sentença do juiz Hugo Daniel Lazarini, da 1ª Vara Federal de Naviraí.

Isso porque ele era agente de saúde da antiga Sucam e foi cedido pelo Ministério da Saúde para a Secretaria Municipal de Saúde de Jateí.

Só que Santos recebeu os salários por três anos, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015, mesmo se dedicando à UCVMS para representar os vereadores, falsificando, assim, a folha de frequência para continuar recebendo os proventos.

Mesmo com a denúncia e condenações, ele manobrou para tentar mais uma reeleição no pleito desta quarta-feira, o que acabou não acontecendo.

Dentre as artimanhas utilizadas, o vereador de Jateí vetou o retorno da Câmara Municipal de Campo Grande ao quadro de entidades associadas, mas recuou após o presidente da Casa da Capital entrar com ação na Justiça.

Ainda assim, ele sustentou que o regimento interno da entidade só permite direito a voto vereadores que têm mais de seis meses de filiação, o que limitou o número de parlamentares votantes, além de alterar o regimento interno para permitir que ex-vereadores também tivessem direito ao voto.

Além disso, filiou 140 ex-parlamentares para que pudessem votar nele para presidente.

As manobras não deram resultado e o candidato foi derrotado.

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