Política

Eleições 2026

Ao votar, Fábio Trad diz estar convicto de 2º turno e critica gestão de MS

Candidato do PT afirmou que campanha cresceu na reta final, disse acreditar em nova votação para o governo e fez críticas à saúde, educação, estradas e segurança pública.

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O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PT, Fábio Trad, afirmou neste domingo (4), ao comparecer para votar no Instituto São José, no Centro de Campo Grande, durante o primeiro turno das eleições, que está convicto de que a disputa pelo comando do Estado será levada para o segundo turno.

Durante entrevista concedida no local de votação, ele também fez críticas à atual gestão estadual e destacou problemas que, segundo sua avaliação, atingem áreas como saúde, infraestrutura, educação e segurança pública.

“A expectativa é positiva porque nós estamos convictos de que iremos ao segundo turno”, declarou.

Trad também foi questionado sobre a disputa pela Presidência da República e afirmou acreditar em uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno.

“Estamos convicto da vitória do presidente Lula no primeiro turno, porque entendo que o povo brasileiro haverá de se conscientizar de que iremos votar entre o futuro do País ou uma Sucursal dos Estados Unidos”, afirmou.

Questionado sobre os efeitos do último debate na reta final da campanha, Trad disse acreditar que a participação ajudou sua candidatura a crescer e a se aproximar do candidato à reeleição.

“O debate, inclusive, nos impulsionou a crescer e nos aproximar do candidato à reeleição”, afirmou.

Na sequência, ao comentar o clima da disputa e a confiança demonstrada por adversários, Trad recorreu a uma referência bíblica para fazer um alerta sobre excesso de confiança.

“A soberba, segundo a Bíblia, anuncia a queda”, declarou.

Após votar, Fábio Trad concedeu entrevista à imprensa e comentou as expectativas para as eleições deste domingo. Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado.

Segundo o petista, a campanha percorreu 70 municípios e buscou ouvir eleitores em diferentes regiões do Estado.

“Visitamos 70 cidades de carro, não de jatinho. E nós fizemos questão de ouvir a população, de escutar a população”, disse.

Trad afirmou que recebeu diversas reclamações ao longo da campanha e classificou a administração estadual como mal gerida.

“O Estado não está sendo bem gerido. Tem problemas graves na saúde, tem problemas graves na questão da integridade, da transparência”, declarou.

Ele também criticou as condições das estradas e citou problemas de infraestrutura.

“Estradas estão precárias, esburacadas, sem acostamentos, sem iluminação”, afirmou.

Na área da educação, Trad citou o desempenho de Mato Grosso do Sul no Ideb e disse considerar que o Estado deveria ocupar posições melhores no ranking nacional.

“Um Estado rico como o nosso, nós deveríamos estar entre os top 3”, afirmou.

A segurança pública também foi citada, especialmente a violência contra mulheres. Trad disse que muitas sul-mato-grossenses vivem com medo diante dos casos de feminicídio.

“As mulheres de Mato Grosso do Sul estão com medo porque elas estão sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres”, declarou.

Ainda durante a entrevista após chegar para votar, o candidato também defendeu a soberania nacional ao comentar possíveis interferências externas no cenário político brasileiro.

“Nós acreditamos que o Brasil deve continuar sendo soberano, sobretudo com as suas riquezas naturais”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade de um resultado desfavorável nas urnas, Trad descartou essa hipótese e reafirmou a expectativa de chegar ao segundo turno.

“Eu não penso em resultado desfavorável, porque eu estou convicto de que vamos para o segundo turno e haveremos de vencer essas eleições”, declarou.

Ao final, o candidato afirmou que pretende acompanhar a apuração em casa, ao lado da esposa e dos filhos.

 

Candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul votou no Instituto São José, no Centro de Campo Grande. Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado.

“Ao lado da minha querida esposa, que está convalescente, e dos meus filhos, em casa, com a maior tranquilidade e harmonia espiritual possível”, respondeu.

BOLETIM - 11H

Sobe para 62 o número de urnas com defeito em Mato Grosso do Sul

Alguns dos problemas identificados foram queda de energia elétrica, desligamento, touch, data/hora, entre outros

04/10/2026 11h30

Urna eletrônica

Urna eletrônica Gerson Oliveira/arquivo

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Balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) aponta que 62 urnas apresentaram defeito, até às 11 horas deste domingo (4), em Mato Grosso do Sul.

Os problemas identificados foram:

  • Energia elétrica
  • Especifique outro problema
  • Não inicializa
  • Desliga sozinha
  • Não imprime
  • Touch do TM
  • Data/hora
  • Erro de HW
  • Visor do TM
  • Nível crítico
  • Atolamento
  • Especifique outro problema
  • Outros

Os municípios, zonas e seções eleitoras que registraram urnas defeituosas foram:

  • Cassilândia (zona 3/seção 16)
  • Dourados (zona 18/seção 323)
  • Naviraí (zona 2/seção 48)
  • Miranda (zona 15/seção 113)
  • Bodoquena (zona 15/seção 53)
  • Campo Grande (zona 8/seção 333)
  • Campo Grande (zona 44/seção 335)
  • Campo Grande (zona 8/seção 647)
  • Dourados (zona 18/seção 233)
  • Campo Grande (zona 8/seção 237)
  • Deodápolis (zona 39/seção 13)
  • Deodápolis (zona 39/seção 76)
  • Ponta Porã (zona 52/seção 140)
  • Costa Rica (zona 38/seção 6)
  • Glória de Dourados (zona 39/seção 63)
  • Ivinhema (zona 27/seção 111)
  • Miranda (zona 15/seção 19)
  • Camapuã (zona 14/seção 46)
  • Guia Lopes da Laguna (zona 22/seção 92)
  • Dourados (zona 18/seção 473)
  • Novo Horizonte do Sul (zona 27/seção 70)

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, 7.272 urnas eletrônicas foram instaladas em 1.036 locais de votação, alocados em 7.272 seções eleitorais, de 54 Zonas Eleitorais, localizadas nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

ELEITORADO EM MS

Ao todo, 2.002.752 pessoas estão aptas a votarem em MS, sendo 944.971 homens (47,18%) e 1.057.781 mulheres (52,81%).

Veja as estatísticas do eleitorado:

Urna eletrônicaFonte: TRE-MS

Urna eletrônicaFonte: TRE-MS

ELEIÇÕES 2026

Eleições gerais ocorrem em 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno) no Brasil.

Neste ano, a população vai escolher deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.

Os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul são:

  • Eduardo Riedel (PP)
  • Fábio Trad (PT)
  • Delcídio do Amaral (PRD)
  • Renato Gomes (DC)
  • Daniel Lemes (PCO)
  • João Henrique Catan (NOVO)
  • Jeferson Bezerra (Agir)
  • Lucien Rezende (PSOL)

Os candidatos ao senador por Mato Grosso do Sul são:

  • Vander Loubet (PT)
  • Capitão Contar (PL)
  • Reinaldo Azambuja (PL)
  • Valter da Comagran (PRD)
  • Luiz Lemes (DC)
  • Valderi Garcia (PCO)
  • Roberto Oshiro (NOVO)
  • Daniel Junior (AGIR)
  • Soraya (PSB)
  • Beto do Movimento (PSOL)

Os candidatos a presidência da república são:

  • Lula (PT) — vice: Geraldo Alckmin
  • Renan Santos (Missão) — vice: Aroldo Medina
  • Hertz Dias (PSTU) — vice: Vanessa Portugal
  • Edmilson Costa (PCB) — vice: Cleusa Santos
  • Flávio Bolsonaro (PL) — vice: Alfredo Gaspar
  • Clariana Barão (DC) — vice: Fabiana Torquato
  • Rui Costa Pimenta (PCO) — vice: Antônio Carlos
  • Romeu Zema (Novo) — vice: Eduardo Girão
  • Wilson Grassi (Democrata) — vice: Suêd Haidar
  • Ronaldo Caiado (PSD) — vice: Gilberto Kassab
  • Augusto Cury (Avante) — vice: Júlio Delgado
  • Samara (UP) — vice: Raquel Brício

ELEIÇÕES 2026

Riedel mantém cautela e evita falar em vitória no primeiro turno

Para sua campanha, o candidato apostou no trabalho feito durante os últimos quatro anos em que esteve no comando do Estado

04/10/2026 11h10

Eduardo Riedel (PP) votou na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann

Eduardo Riedel (PP) votou na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O candidato à reeleição no Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), votou, na manhã deste domingo (4), na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Durante coletiva de imprensa, o governador se manteve cauteloso em relação a uma possível vitória no primeiro turno. 

"A gente vai saber hoje, depois de abrir as urnas. Tem pesquisa, tem informação, mas eu sou daqueles cautelosos e que aguardo sempre o resultado das urnas. A gente vai estar observando, vendo o que aconteceu e preparado para poder aceitar e respeitar o que a sociedade sul-mato-grossense definiu", disse Riedel.

Além de se manter cauteloso, Eduardo Riedel falou também sobre sua campanha e diz estar com sentimento de "dever cumprido" durante os últimos quatro anos em que esteve no cargo.

"Como eu falei, acho que a gente conseguiu transmitir à sociedade o que foram esses quatro anos de trabalho. Os resultados falam por si. Os números que o Mato Grosso do Sul tem apresentado ao Estado e ao Brasil é fruto de trabalho. Então, o que a gente fez na campanha foi mostrar isso e olhar pra frente".

Na visão do governador, a disputa presidencial está indefinida e há uma tensão em torno dessa indefinição. Porém, apesar disso, ele diz que tem  um sentimento positivo para ganhar as eleições com o Flávio Bolsonaro (PL).

Riedel disse que irá acompanhar as apurações em casa, reunido com amigos e familiares. O candidato estará acompanhado da senadora Tereza Cristina e os candidatos ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

Diferença entre 2022 e 2026

Eduardo Riedel ressaltou a diferença desta eleição para a de 2022, quando foi eleito governador do Estado. Ele lembrou que na última, não era visto como favorito e tinha poucas intenções de voto, era uma campanha de apresentação.

"No primeiro mandato, apesar também do número alto de candidatos naquele momento, eu não era o favorito. Eu saí com 3% na intenção de votos no início do processo eleitoral. Então, foi uma campanha de apresentação, de convencimento, polarizada também, naquele momento.

Desta vez, a campanha é diferente, pois os eleitores o conhecem não apenas como candidato, mas como governador, com serviços e resultados prestados, focando em mostrar o que foi feito e as direções futuras.

"Hoje, é uma campanha completamente diferente, porque as pessoas conhecem já o Riedel, não só como candidato, mas como governador. Então, é uma campanha onde a gente tem que mostrar o que foi feito e dar o rumo, o direcionamento daquilo que a gente pretende realizar", complementou Eduardo Riedel.

 

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