Política

PESQUISA

Maioria dos entrevistados querem Sérgio Moro no STF

Futuro do ministro da Justiça está nas mãos do presidente Bolsonaro

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Pesquisa realizada para saber a avaliação da população em relação à atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro apontou que, 57,9% dos 2.117 habitantes entrevistados, preferem que Moro seja indicado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos entrevistados, apenas 15,9% queriam que Moro fosse candidato a presidente da República e 14,4% indicariam ele para ser vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (sem partido). A análise foi feita pelo instituto Paraná Pesquisas.

Bolsonaro chegou a dizer que não se importaria se Moro fosse o próximo candidato a presidente do Brasil ou até mesmo seu vice, nas próximas eleições, porém, esse não é o anseio do grupo de pessoas que foi ouvido na última sexta-feira.  O levantamento foi divulgado no dia 28 de fevereiro e o futuro do ministro está nas mãos do presidente.

Moro também já expressou que ser ministro na Primeira Corte “seria uma perspectiva interessante, natural” e com a saída do minsitro Celso de Melo, essa vaga será aberta ainda esse ano.

A possibilidade do ministro deixar o governo também foi motivo de debate. Dos mais de dois mil entrevistados, 69,2% alegaram que Bolsonaro perderia com a saída de Moro. A questão surgiu em janeiro quando conversas de bastidores era de que Bolsonaro estaria planejando esvaziar a pasta com a possível retirada de Moro, porém, tanto o presidente como o ministro negaram a possibilidade, em suas redes sociais.

Sobre o trabalho do ministro da Justiça, a avaliação foi mediana. A maioria dos entrevistados, 28,6% avaliaram como bom o desempenho de Moro; 25,9% alegaram que é ótimo e 21,7% disseram que está sendo regular.

A pesquisa foi realizada nas 27 unidades da federação entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A margem de erro da análise é de dois pontos para mais ou para menos com 95% de confiança.

Condenado

Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e manda recolher 10 armas

Ministro entendeu que a apreensão da arma, no último dia 16, não foi falta grave e por isso permitiu que continuasse em sua casa

03/07/2026 18h16

O ex-presidenet Jair Bolsonaro está cumprindo pena em sua residência, em Brasília

O ex-presidenet Jair Bolsonaro está cumprindo pena em sua residência, em Brasília

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta sexta-feira, 3, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, apesar de ter tido uma arma registrada em seu nome apreendida em blitz policial no Distrito Federal.

Moraes endossou a avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não foi comprovada falta grave do ex-presidente no episódio da arma. “No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostrase razoável, adequada e proporcional", afirmou.

Apesar da decisão favorável aos pleitos de Bolsonaro, o ministro determinou, em contrapartida, a revogação do seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e a apreensão de dez armas registradas em seu nome.

No último dia 16 de junho, foi apreendida com um de seus seguranças, em Brasília, uma arma da marca Glock, modelo nove milímetros. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar o caso e compreender as razões do armamento estar fora da residência do ex-presidente e em posse de outra pessoa.

Bolsonaro prestou depoimento no dia 23 de junho e disse que deu a arma a um de seus seguranças para que realizasse um conserto no equipamento. Ele ainda alegou que um delegado da Polícia Federal (PF) permitiu que ele ficasse com uma arma em casa.

A defesa de Bolsonaro afirmou na ocasião que havia retirado uma peça da arma para inutilizá-la, em razão do estado mental do ex-presidente. Contudo, Bolsonaro teria percebido ao manusear a arma e pedido que o segurança a levasse para o conserto.

A Polícia Civil do DF indiciou Estácio Leite da Silva Filho, o segurança de Bolsonaro envolvido no episódio, por porte ilegal de arma de fogo. O ex-presidente não foi alvo de acusações.

O episódio fez com que o ministro Alexandre de Moraes questionasse a existência de uma falta grave por parte de Bolsonaro, o que poderia culminar com a revogação de sua prisão domiciliar e a volta a um estabelecimento prisional.

disputa pelo Senado

"É uma decisão do PL", diz Tereza Cristina sobre Capitão Contar e Pollon

Em evento realizado na Maternidade Cândido Mariano, a senadora disse que a decisão que escolheu o candidato a senador pela sigla não cabe a ela

03/07/2026 13h01

"Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam", diz Correio do Estado/ João Pedro Zequini

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Na manhã desta sexta-feira (3), a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que a decisão do PL, que confirmou o Capitão Contar como segundo candidato ao senado cabe apenas ao partido. A fala foi durante evento de lançamento do “Vira CG Saúde”, na maternidade Cândido Mariano.

“Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar hoje é mais viável.“ destacou Tereza, que ainda afirmou que no início havia um combinado, que era posto pela pesquisa, logo quem levasse vantagem, iria representar o PL.  

Ainda completando a fala, ela afirma que “é uma decisão do PL”, se referindo à decisão entre Pollon e Contar. 

Tereza também destacou que independente do candidato, o ideal é alguém que lute e trabalhe pelo País e que é isso que a população deseja.

A senadora também foi questionada se o racha no partido prejudicaria futuramente a candidatura do senador e pré-candidato a presidente da república, Flávio Bolsonaro. 

“Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam para que a gente possa ter aí, enfim, tratar dos assuntos que são de interesse do País” disse Tereza. 

DECISÃO DO PL 

Conforme reportado pelo Correio do Estado mais cedo, o PL decidiu na última quarta-feira (1), que o Capitão Contar seria o segundo do partido para entrar na disputa do senado, juntamente com o ex-governador de MS, Reinaldo Azambuja. 

Por sua vez, o deputado federal Marcos Pollon, não concorda com a decisão nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

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