Política

OPINIÃO PÚBLICA

No Centro-Oeste, Bolsonaro lidera preferência para continuar como presidente, mostra pesquisa

Segundo a Paraná Pesquisa, 36,8% votariam em Bolsonaro e 46,7% aprovam a administração

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Jair Bolsonaro tem sido o principal candidato para continuar na presidência, com aprovação da população na região Centro-Oeste. É o que mostra o levantamento feito pela Paraná Pesquisas, especialista em opinião pública.

Dos entrevistados no Norte e Centro-Oeste, 36,8% votariam em Bolsonaro, enquanto em Lula 32,6%. Sérgio Moro (11,2%); Ciro Gomes (4,6%); João Doria (2,3%); Simone Tebet (1,3%); André Janones (0,7%); Rodrigo Pacheco e Alessandro Vieira (0,3%).

Pessoas que não sabem ou não responderam a pesquisa representa 4,3% e os que não votariam em nenhum ou em nulo, 5,6%.

Agora, em uma disputa entre Lula, Sergio Moro, Ciro Gomes e João Doria, Bolsonaro dispara com 37,8% no Norte e Centro-Oeste.

Lula tem 33,9% dos votos; Sergio Moro 11,2%; Ciro Gomes 4,9% e João Doria 2,3%.

Outras 4,6% responderam que não sabem ou não respondeu a pesquisa e 5,3% não votaria em nenhum ou branco e nulo.

Em relação à administração de Jair Bolsonaro, 46,7% aprova e 48,4% desaprova. Já 4,9% não sabe ou não opinou sobre o assunto.

 

COMPARATIVO

Ainda conforme a pesquisa, no geral, em novembro de 2021, 29,2% das pessoas entrevistadas disseram que votariam em Bolsonaro, enquanto em fevereiro de 2022, 29,1% deram a mesma resposta.

No mesmo período, Simone Tebet saiu de 0,6% para 0,8%. Lula saiu de 34,9% para 40,1%; Sergio Moro de 10,7% para 10,1%; Ciro Gomes caiu de 6,1% para 5,6%; João Doria de 3,1% para 2,4% e Alessandro Vieira caiu de 0,4% para 0,1%.  

Já Rodrigo Pacheco permaneceu com 0,4% das intenções de votos entre os dois períodos.

Em novembro do ano passado, 3,5% não sabia em quem votar ou não responderam à pesquisa, e em fevereiro deste ano, 3%.

Outros 9,9% e 7,3% respectivamente, responderam que não votaria em nenhum ou votaria em branco.

Paraná Pesquisa fez levantamento sobre as intenções de votos e administração atual do País

PESQUISA

Nas regiões Note e Centro-Oeste foram entrevistadas 304 pessoas.

Na região Sudeste foram 869 entrevistas, Nordeste 545, e região Sul 302 pessoas foram ouvidas.

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Apuração

Flávio Bolsonaro voltou dos EUA ao Brasil no jato de Vorcaro usado por Moraes, diz revista

O jornal O Globo publicou um vídeo que mostrou o ministro desembarcando do avião após voar para o Rio de Janeiro em agosto de 2025

24/09/2026 13h45

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, viajou da Flórida (EUA) a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, em um avião que tinha entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O jato é o mesmo usado em outra viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a revista piauí.

A aeronave é um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. O jornal O Globo publicou um vídeo que mostrou o ministro desembarcando do avião após voar para o Rio de Janeiro em agosto de 2025.

Flávio compartilhou a filmagem nas redes sociais para criticar o ministro. "Alexandre de Moraes é o principal responsável por Lula voltar à cena do crime. Ele sentou na cadeira, aparelhou o Estado inteiro e a sua máfia implodiu a democracia sob o falso pretexto de protegê-la", publicou.

O candidato não se manifestou sobre a viagem no mesmo avião.

Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, de quem é amigo. Tomaz é investigado por suspeitas de ligação com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A viagem de Flávio e Willer, realizada em janeiro do ano passou foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada. Nesta quarta-feira, 23, a piauí mostrou que se tratava do mesmo avião usado por Moraes e que levou o senador a criticar a relação do ministro com Vorcaro.

A revista diz ter cruzado históricos de tráfego aéreo com dados de pousos e decolagens em Brasília.

A aeronave era operada pela empresa Prime You, uma das três detentoras da Fraction 024, dona formal do avião. A Prime entrou na sociedade em 2024, meses antes da viagem de Flávio. A Prime diz que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios entre 2021 e setembro de 2025. Os outros dois sócios do avião eram Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.

Em nota à revista, Willer Tomaz disse que cabia à Prime You administrar o avião e organizar a utilização e que só este ano tomou conhecimento de que Vorcaro também tinha comprado uma cota do avião. Depois disso, rompeu o contrato. Tomaz também nega ter feito negócios com Vorcaro.

Flávio tem histórico de outras viagens com aviões de empresários, como mostrou o Estadão. Em 1º de abril de 2025, o senador viajou para o Rio de Janeiro com a esposa e duas filhas em aeronaves de Willer Tomaz. Em 30 de abril daquele ano, embarcou para a Flórida em um avião registrado em nome de uma empresa dos donos da União Química, laboratório químico-farmacêutico sediado em São Paulo.

sem destino

Em 30 dias, candidatos de MS gastaram mais de R$ 3 milhões nas redes sociais

Levantamento feito pela reportagem identificou esse montante em páginas de 35 candidatos no Facebook e também no Instagram

24/09/2026 07h45

Foto: Montagem

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Candidatos de Mato Grosso do Sul movimentaram pelo menos R$ 3,05 milhões em anúncios nas redes sociais no período de 30 dias encerrado no domingo, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base na Biblioteca de Anúncios das plataformas Facebook e Instagram, ambas da Meta.

O valor resulta da soma dos gastos registrados em páginas de 35 candidatos identificados no relatório da Biblioteca de Anúncios da empresa. Ao todo, o levantamento contabilizou R$ 3.055.735 em publicidade vinculada às candidaturas ao governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Entre os valores registrados no período estão R$ 711.588 na página do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição; R$ 313.974 na do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado; R$ 285.239 na do deputado federal Marcos Pollon (PL), candidato à reeleição; R$ 195.410 na do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado; e R$ 182.081 na do ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), candidato a deputado federal.

Também aparecem no levantamento a deputada estadual Mara Caseiro (PL), candidata a deputada federal, com R$ 112.806; o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), candidato à reeleição, com R$ 84.581; a advogada Luana Ruiz (PL), candidata a deputada federal, com R$ 77.379; o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato ao Senado, com R$ 69.503; a deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição, com R$ 60.875; o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), candidato à reeleição, com R$ 59.754; e o vereador campo-grandense André Salineiro (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 57.929.

Na disputa pelo governo, além de Riedel, aparecem o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com R$ 27.134; o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com R$ 23.524; o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com R$ 6.207; e Lucien Rezende (Psol), com R$ 969. Entre as candidaturas ao Senado, identificadas no arquivo, está ainda o advogado Roberto Oshiro (Novo), com R$ 15.813.

A Biblioteca de Anúncios da Meta reúne dados sobre publicidade relacionada à política e às eleições e permite consultar gastos por anunciante e por período, como 1 dia, 7 dias, 30 dias e 90 dias.

Segundo a empresa, os anúncios políticos veiculados no Facebook e no Instagram ficam disponíveis para consulta pública, acompanhados de informações sobre o responsável pelo pagamento.

O arquivo usado no levantamento corresponde aos 30 dias encerrados no dia 20. A propaganda eleitoral na internet foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir do dia 16 de agosto.

Os dados também não devem ser confundidos com a prestação de contas apresentada pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O relatório da Meta registra a publicidade vinculada às páginas e aos responsáveis pelos anúncios. 

Dessa forma, despesas pagas por partidos ou outras estruturas autorizadas podem aparecer associadas à divulgação de determinada candidatura. Além disso, o arquivo não detalha quanto do dinheiro foi aplicado especificamente no Facebook e quanto foi destinado ao Instagram.

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