Política

DEMOCRACIA

Riedel comemora "fim" da polarização ideológica nesta disputa

Governador se mostrou convicto de que seu candidato, Beto Pereira, estará no segundo turno nesta disputa pela prefeitura de Campo Grande.

Continue lendo...

Convicto de que o apoio do governador Eduardo Riedel lhe garante votos, o candidato Beto Pereira (PSDB), saiu cedo de casa neste domingo (06) para acompanhar o chefe do executivo estadual em seu local de votação, na Escola Estadual Maestro Frederico Lieberman, no bairro Monte Castelo.

O candidato a prefeito chegou antes mesmo que o governador e fez questão de esbanjar otimismo com relação à sua chegada ao segundo torno nesta disputa acirrada por uma das duas vagas. As pesquisas mais recentes colocaram Rose Modesto (União Brasil) e a atual prefeita, Adriane Lopes (Progressistas) também com chences de ocupar uma das duas vagas. 

Embora admita um “friozinho na barriga”, se disse convicto de que trabalhou muito e estará no segundo turno. Ele estava acompanhado da candidata a vice-prefeita, a coronel Neidy Centurião, e juntos foram logo na sequência para o  local de votação de Beto Pereira, na Uniderp da Avenida Ceará, na região central de Campo Grande. 

Assim como Beto Pereira, o governador Eduardo Riedel também se mostrou convicto de que haverá segundo turno na Capital e de que seu predileto estará entre os dois primeiros colocados. 

O mesmo otimismo demonstrou com relação ao desempenho do PSDB no interior. “Um excelente desempenho. Talvez um dos melhores da história do partido. Mas quando a gente fala de PSDB a gente fala de uma campanha com muitos parceiros, como o PL. As vezes nós somos vice, em vários  municípios. E dessa forma o partido mantém uma importante posição política em Mato Grosso do Sul”, destacou o governador. 

Para ele, esta eleição foi bastante tranquila, pois, segundo ele, “a população está menos envolvida na polarização. Acho que está mais focada na proposta dos candidatos e a tendência é de que isso ocorra também na disputa estadual e nacional. É importante dar a linha ideológica, mas uma eleição não pode ser pautada em torno de assuntos vazios. Acho que isso diminuiu e isso é positivo para a democracia e para a escolha dos candidatos.”, ponderou o chefe do executivo estadual. 

Declaração

Marina questiona repasse menor da Rede e vê 'flagrante prejuízo' à candidatura em reta final

Ex-ministra do Meio Ambiente aparece empatada em primeiro lugar nas pesquisas

24/09/2026 19h00

Marina Silva em Campo Grande

Marina Silva em Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

A dez dias das eleições, a campanha de Marina Silva (Rede) reclama de falta de apoio financeiro do próprio partido na disputa pelo Senado. A ex-ministra do Meio Ambiente, que aparece empatada em primeiro lugar nas pesquisas, recebeu R$ 1 milhão da legenda, menos do que candidatos a deputado estadual, e aliados falam em "perseguição" à candidata e "flagrante prejuízo" à campanha na reta final da disputa.

A reclamação sobre o repasse foi formalizada pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, em requerimento enviado à Comissão Executiva Nacional da Rede. No documento, ele pede que a legenda destine mais R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à candidata.

No documento, Bazileu afirma que o diretório nacional do partido constituiu uma reserva de recursos do FEFC para candidaturas consideradas competitivas e estratégicas e argumenta que Marina deveria ser contemplada, já que aparece "de forma consistente" entre os primeiros colocados na disputa pelo Senado em São Paulo Segundo aliados da candidata ouvidos pelo Estadão, o pedido foi ignorado pela direção da Rede.

Integrantes da campanha também questionam o fato de Marina ter recebido menos recursos do que candidatos a deputado estadual e do que outra candidata ao Senado.

Segundo dados do DivulgaCand consultados nesta quarta-feira, 23, Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede. Entre os postulantes que mais receberam recursos da direção nacional estão André Janones (MG), candidato a deputado federal que se filiou à Rede no início do ano, com R$ 3 milhões - o triplo do valor destinado a Marina; Heloísa Helena (RJ), candidata a deputada federal e uma das fundadoras da Rede, com R$ 2,8 milhões; e Luizianne Lins (CE), candidata ao Senado, com R$ 2,2 milhões.

Na última pesquisa Quaest, Luizianne registrou 19% de intenção de voto, em empate triplo dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais, com Cid Gomes (PSB), que marca 25%, e Capitão Wagner (União), com 21%.

Marina ainda recebeu menos recursos que Thiago Ávila (SP), candidato a deputado federal, que recebeu R$ 1,5 milhão. O valor destinado à ex-ministra é igual ao repassado a pelo menos dois candidatos a deputado estadual e três candidatos à Câmara.

O valor recebido por Marina também é inferior ao que seus principais adversários receberam. Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP), com quem a ex-ministra do Meio Ambiente está empatada na Quaest, receberam R$ 6,5 milhões e R$ 5,85 milhões de seus partidos, respectivamente.

Em nota, o presidente da Rede, Paulo Lamac, afirmou que o partido está entre as legendas com menor participação no FEFC. Segundo ele, a definição da estratégia de financiamento também levou em conta, entre outros fatores, a competitividade e a capacidade de cada candidatura de captar recursos privados para complementar o financiamento público.

"No caso da candidatura de Marina Silva, essa capacidade de arrecadação permitiu que o volume global de recursos disponíveis para a campanha superasse R$ 3 milhões, constituindo, até o momento, o maior financiamento de campanha entre as candidaturas da Rede no pleito."

Lamac declarou ainda que o Diretório Nacional da Rede reafirmou, em diversas oportunidades, a prioridade estratégica dada às candidaturas à Câmara doss Deputados.

"Houve sucessivos apelos às principais lideranças partidárias para que se apresentassem como candidatas e candidatos a deputado federal, tendo em vista a importância da ampliação da bancada na Câmara para a consolidação institucional, política e parlamentar do partido. A Direção Nacional, contudo, democraticamente não impediu a apresentação de candidaturas ao Senado, respeitando as decisões políticas e as postulações construídas nos estados. A existência dessas candidaturas, entretanto, não afastou a estratégia nacional previamente estabelecida de concentração da maior parcela dos recursos do FEFC nas candidaturas consideradas competitivas à Câmara."

Na avaliação de aliados da candidata ao Senado, o episódio é mais um capítulo da disputa interna de Marina com o grupo de Heloísa Helena. A ex-ministra cogitou deixar o partido neste ano, mas acabou desistindo da ideia.

Eleições presidenciais

PT aciona STF contra Flávio Bolsonaro por suposta ajuda dos EUA na campanha

Partido pede à Polícia Federal buscas na sede do PL e apuração de apoio financeiro estrangeiro campanha eleitoral

24/09/2026 15h26

Flavio Bolsonaro em encontro com Donald Trump na Casa Branca

Flavio Bolsonaro em encontro com Donald Trump na Casa Branca Divulgação

Continue Lendo...

O PT entrou com uma ação pedindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue supostas interferências estrangeiras nas eleições presidenciais. A solicitação, encaminhada ao ministro Flávio Dino, afirma que “pressões políticas, econômicas e digitais” estariam favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

O partido pediu que Dino amplie a proteção das eleições contra interferências estrangeiras e proíba financiamento estrangeiro direto ou indireto. Também foi solicitada a abertura de investigação por parte da Polícia Federal, a abertura de depoimentos e até mesmo mandados de busca e apreensão contra o comitê de campanha de Flávio e a sede nacional do PL.

“O PT solicita apreciação urgente diante da proximidade da votação, do risco de continuidade das operações e da necessidade de preservar as provas indispensáveis à investigação”, disse o partido, em nota.

O PT denuncia suspeitas de apoio financeiro ligado à Rockbridge Network, que teria como um dos fundadores o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. A acusação é a mesma feita pelo candidato do Missão à Presidência, Renan Santos.

Já outra denúncia envolve o fornecimento de documentários e cursos das empresas Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento à Academia da Direita. Segundo o PT, teriam sido oferecidos oito documentários “sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas”.

O PT argumenta que ao menos 11 perfis do X divulgaram publicidade favorável a Flávio, entre os dias 18 e 21, sem identificarem os financiadores. Segundo o partido, as publicações mencionaram cotações do mercado de previsão Polymarket como se fossem percepções de favoritismo do candidato do PL na campanha.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).